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domingo, 9 de março de 2014

Imagens e Altares - Por Pai Benedito



Pergunta: Pai Benedito, as imagens nos altares Umbandistas, realmente agregam algum valor energético?

Pai Benedito: Meu filho, quando respondemos perguntas deste tipo sempre gostamos de colocar que antes de nossa opinião de "morto" vem o nosso respeito em relação a todos os credos religiosos e de forma alguma desejamos aqui nestas palavras expressar a verdade suprema, mas tão somente uma visão do plano energético em que nos encontramos.

O Peji em nagô, ou Côme em jeje é um local sagrado da cultura Afro Brasileira, também chamado de Ilê Orixá (casa do Orixá), Ile axé, ou quarto de santo, onde fica o pepelê. Geralmente o pepelê é construído de madeira com entalhe artesanal ou alvenaria, denominado também de altar, onde são colocados os assentamentos dos Orixás, restrito aos filhos da casa, não é permitida a entrada de estranhos.

Na Umbanda é dado o nome de Peji ou congá para o altar, onde são colocadas as imagens de santos católicos e fica na sala principal onde são realizadas as cerimonias públicas.

Nas inúmeras casas onde tivemos oportunidade de estudar a manifestação da fé na mediunidade, encontramos santos católicos simbolizando os Orixás, ligados ao ritual da Cabula, encontramos também as imagens simbolizando o sincretismo africano e em outras ainda encontramos elementos naturais como ervas, pedras, águas etc.

A fé filho é uma flor que tem inúmeras pétalas, cada uma representando aqui a crença humana se enquadra em um momento, em um período da vida de cada ser onde Deus o Pai Supremo permite por amor a seus filhos que cada um se ligue em sua essência da forma que mais o leva a se conectar com o sagrado.
Lembramos aqui das palavras sábias de Jesus onde diz haver "muitas moradas na casa do Pai".

Nós do plano em que nos encontramos ainda estamos ligados por afinidade vibratória a lei de Umbanda, religião que tem muito ainda a realizar no cenário terrícola e respeitamos as diversas formas que ligam o ser ao Supremo, porém acreditamos que quanto mais elementos naturais comporem o altar mas força vibratória o mesmo agrega e tomando a liberdade de expressar nossa opinião, colocamos abaixo algumas delas:

PEDRAS: As pedras possuem uma força vibratória originada do tempo em que as mesmas se formaram, levam a energia dos quatro elementos e cada tipo agrega esta força ligada a força e ao fator de cada Orixa, podemos encontrar altares somente com pedras que devidamente ativadas atuam com força tanto atratora quanto irradiadora.

ÁGUAS: Temos diversas fontes de águas na natureza como: Cachoeiras, nascentes, corredeiras etc.. Cada uma agrega um tipo de energias associada a força do Orixa, lembrando que Orixas são qualidades divinas e não seres humanizados, não possuem forma, mas somente energia. Colocadas nos Pejís encontramos uma força aceleradora dos fatores de cada Orixa atuando no equilíbrio dos que lá frequentam sejam colaboradores ou assistidos.

ERVAS: KOSI EWÉ, KOSI ORIXÀ (Sem erva não há Orixá) do dialeto Yoruba, esta frase traduz e muito o fator de um altar composto somente com ervas. Na natureza encontramos vasto canteiro de cura, equilíbrio e purificação e podemos selecionar as ervas adequadas a função e fator de cada Orixá para compor o altar. Infelizmente encontramos um despreparo muito grande dos praticantes da Umbanda em relação ao conhecimento das ervas e quando encontramos cursos dispondo este conhecimento infelizmente vemos o mesmo preso somente a defumações e banhos, a utilização das ervas vai além, muito além disso.

Muitas são as formas de compormos um altar e milhares são ainda a forma de sintonia vibratória que cada um pode se ligar ao mesmo. Ainda na condição evolutiva do ser verificaremos em diversos locais não somente ligados ao cultos afros, as muletas psíquicas que auxiliam nossos irmãos terrícolas a se ligarem ao sagrado.
Encontraremos fruto do estágio evolutivo da terra ainda muitas criticas e verdades eleitas referente ao tema abordado, mas vale salientar que o que realmente temos que avaliar não é o altar, mas a eficácia da atividade desenvolvida, ou seja, devemos avaliar o quanto nosso trabalho tem sido eficiente, seja somente rezando o evangelho, aplicando o passe ou "girando no santo" desde que ele religue o ser a Deus e o faça desenvolver sua espiritualização é louvável de receber todo o respeito, respeito este que notamos ainda nos dias de hoje faltar e muito dentro das vertentes religiosas que se preocupam mais com a aparência do culto do que com sua eficiência perante a Deus.

Lembrando as palavras de nosso saudoso amigo e companheiro de jornada Baiano José:

 "Religião sem espiritualização é somente um amontoado de dogmas"

Deus não precisa de mais nomenclaturas religiosas filhos, Deus precisa de almas espiritualizadas...

Com muito amor deste negro velho


Pai Benedito - Canalizado por Géro Maita

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

“O Terreiro é fraco” ou “O Fraco está no Terreiro”?



Muitos de nós, irmãos Umbandistas, já ouvimos este termo “O Terreiro é fraco”, mas como podemos categorizar os termos: Fraco e o Forte?

Qual será o parâmetro que utilizamos para esta avaliação? Seria a não realização de sonhos ou desejos?

Antes de responder ao questionamento gostaria de seu acompanhamento nesta linha de raciocínio.

Por que vamos ao terreiro? Muitas podem ser as respostas, mas vamos pensar de forma simples, vamos ao Terreiro pela Religião, ou seja, “religar” a Deus.

Este é o mínimo, mas para muitos a ida até o terreiro, é para: amarrar, destruir, matar, separar, perturbar alguém, etc. Bom neste momento o sentimento mínimo já se perdeu pelos caminhos, espero que reencontre este sentimento assim que entrar no terreiro.

Infelizmente algumas pessoas quando chegam ao terreiro, continuam com suas idéias negativas e não param nem um segundo para analisar se estão certas ou erradas.

Então é  chegada à hora da consulta, e estas pessoas mesmo após as defumações, orações e pedidos do (a) Dirigente para que elevem seus pensamentos a Deus com harmonia e amor, continuam com a idéia fixa, como se não tivessem ouvido estas palavras.

O Consulente com o pensamento negativado se dirige ao encontro da entidade, que lhe dará o atendimento, e começa com os seus lamentos e reclamações onde todos que lhe rodeiam não prestam e ele (a) é um (a) coitado (a).

A entidade tenta amolecer a mente e o coração deste Consulente através de suas sábias palavras e com o auxílio dos seus elementos de Trabalho, mas como o atendimento é uma Parceria entre o Consulente e o Guia, então o Consulente não permite que esta Luz penetre em seu interior tornando-o uma pessoa “não tão ácida”.

Após as explicações e os pedidos do Consulente o Guia lhe responde positivamente que vai lhe ajudar.

Estão assustados com a resposta do Guia? Por quê?

A ajuda que o Guia vai dar, será pedindo para que Oxalá dê a este irmão as Luzes de: “Oxum pondo Amor no coração, Ogum para cortar a maldade que o cerca, Obaluayê para transmutar seus sentimentos negativos em positivos, Oxossi para o conhecimento a fim de enxergar as vossas Fraquezas interiores”.

Ao término do seu atendimento, esta (e) irmã (o) volta para casa confiante de que seus pedidos, “destruidores”, serão realizados, mas depois de alguns dias nada acontece e o nosso irmãozinho vai até outro Terreiro, com as mesmas intenções.

Outro Guia lhe atende e pergunta:

- O que posso ajudar?

O Consulente repete seus pedidos “destruidores” e ainda complementa que o terreiro onde tinha freqüentado era muito Fraco.

Antes de iniciar o seu trabalho o Guia pergunta para o Consulente se ele conseguiria explicar melhor o termo “muito Fraco”. O Consulente firmemente responde: Não fui atendido.

O Guia deixa alguns segundos de silêncio e retruca ao Consulente:

- Será que é  “Fraco” aquele que pede por ti, para que tenha mais Amor, Luz em sua Mente, mais Evolução e Proteção? Será que é “Fraco” aquele que tenta abrir teus olhos a Luz? Será que é “Fraco” aquele que tenta te colocar mais perto de Deus? Será que é “Fraco” aquele que pede o perdão por ti?

Ou o “Fraco” é aquele que não conseguiu enxergar tudo isso e mesmo assim insiste em caminhar nas trevas de sua própria ignorância, na escuridão de seus caprichos?

Após estes questionamentos o Guia retoma a pergunta ao Consulente:

- O que posso ajudar?

O Consulente responde ao Guia com a voz embargada:

- Me dê força e peço perdão pelos meus sentimentos “Fracos” que levei para dentro de outros terreiros. 

Por: Danilo Lopes Guedes

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

O Guardião



Ele lê rapidamente a placa na parede daquela casa:

Joga-se búzios, tarô, faço trabalho de amarração. Mãe Vera da Bahia.

Resolve entrar. Na ante-sala várias pessoas aguardavam para serem atendidas.

Uma moça de olhar triste e perdido. Um homem de gestos afeminados.

Uma senhora de idade avançada. Lá dentro do quarto penumbra luzes vindas de velas, sente o cheiro forte de defumação que não demora, invade a casa.

Observa os móveis. Realmente mãe Vera vive bem: aparelhos novos estão por toda a espaçosa casa. Uma jovem auxiliar preocupa-se em receber antecipadamente o valor da consulta. A moça de olhar perdido puxa conversa com a outra mulher. Sussurra que precisa amarrar um homem casado. Envolvera-se com ele no ambiente de trabalho e mesmo sabendo que é casado, possui filhos, acha precisa tê-lo a qualquer custo. Diz que já foi em vários terreiros falou com Exus e Pomba Giras que lhe recusaram o pedido.

Alegavam que ela não devia deixar um impulso, acabar com a vida daquele homem. Ainda segundo ele os Exus ponderaram que se tivesse paciência arrumaria alguém livre para amá-la com o desprendimento que merecia.

Nada disso a comove queria o tal homem casado e pagaria o que fosse preciso...

A mulher que a ouvia calada concordou com os argumentos usados.

Por sua vez disse que estava ali para acabar com sua vizinha, mulher nova e bonita que nunca havia lhe feito nada, ao contrário até tratava-a bem, mas ela não podia suportar a felicidade da outra. Pagaria dona Vera para matá-la na magia. O homossexual ouvindo a conversa resolve-se abrir:

Apaixonara-se por um homem e este embora nunca tenha destratado deixou claro que era noivo feliz e nunca iria se envolver com ele.

Sendo assim estava ali para que tal mãe de Santo amarra-se seu homem... Não notara a presença dele.

Em seu intimo está revoltado. Pois a tão poderosa mãe de Santo não passa de uma mulher inescrupulosa que usa a baixa espiritualidade para alimentar a ganância, a cobiça, o ódio nas pessoas.

Não percebe a tal mulher que ao fazer isso está apenas sendo como instrumento dos Kiumbas. Lá no quartinho alheia ao que se passara na ante-sala D. Vera acaba de atender mais um cliente.

Envolta pela fumaça e com todas aquelas velas acesas, além de várias imagens de Exus, a mulher de fato impressiona. Ela não está só: um grande Kiumba e seu séqüito estão ali prontos a usá-la e sugar as energias daquela gente que ela atende.

O Kiumba está feliz: lá fora mais vitimas. D. Vera também está, pois vai ganhar um bom dinheiro.

Não sabem e que terão uma grande surpresa. O homem que até então estivera ouvindo aquelas pessoas, pede licença para passar na frente, pois tem que viajar com urgência. Os três consulentes medem de cima a baixo, vêem que estão diante de alguém importante e resolve aceitar o pedido.

Ele entra no quarto, D. Vera sente o coração bater mais forte. Acha graça até daquele homem tão imponente estar em sua casa, hoje pensa ela, vai faturar alto. O Kiumba se alvoroça, percebe que aquele homem está olhando para ele. Mas como pode ser isso? E aí percebe ter cometido um erro enorme: o tal homem era um Exu de Lei. A força do Exu lhe envolve de tal maneira que ele sente sair dali com urgência. E assim faz: desaparece deixando só a mãe de Santo. Por sua vez D. Vera começou a tremer e soar frio.

Tenta chamar ajuda, mas a voz lhe falta. Pensa que o estranho irá ajudá-la, mas este se limita a olhar para ela sorrindo.

Diz então que chegava a hora dela pagar por prejudicar e enganar tanta gente. Mostra que a mediunidade é como Dom Divino e como tal deve ser respeitada e usada para a pratica do bem, nunca para enganarem, jamais para causar discórdia e dor.

Completei o sermão usando mostrando que é: um Guardião de Exu de Lei. D. Vera está embasbacada, não sabe o que fazer. Suas pernas não obedecem...

Exu aproxima-se dela e a medida que ele avança ela cai. Quando percebe seu espírito está ao lado do corpo.

Desesperada ela grita, tenta voltar, mas agora é tarde. Exu agarra fortemente. Neste instante os consulentes ouvem o corpo que cai.

Exu gargalha e some.

Não mentira: iria viajar em direção do vale das Sombras tendo ao lado mais uma futura hospede.

         Por Cássio Ribeiro
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Ouça os Pontos da Linha de Esquerda da Umbanda

Luz Crística

"Estudo, requer meditação. A meditação leva a conclusões. E as conclusões fazem com que as pessoas modifiquem os seus hábitos e suas atitudes" – Dr. Hermann (Espírito) por Altivo Pamphiro (Médium)

Positivismo

Tal como são nossos pensamentos é nossa consciência: e tal como é nossa consciência, é nossa vida.

Se plantarmos uma semente de pensamento limpo e positivo e nos concentrarmos nele, damos a ele energia, tal como o sol dá energia para uma semente na terra. E tal como a semente na terra acorda, move-se e começa a crescer, os pensamentos nos quais nos concentramos acordam, movem-se e começam a crescer.

Então, vamos semear pensamentos positivos.

A cada manhã, antes de começarmos a jornada de nosso dia, sentemo-nos em silêncio e semeemos a semente da paz.

Paz é harmonia e equilíbrio. Paz é liberdade - liberdade do peso da negatividade e do desperdício. Deixemos que a paz encontre sua morada dentro de nós. A paz é a nossa força original, nossa eterna tranquilidade de ser.]

Permita que seu primeiro pensamento do dia seja de paz. Plante essa semente.

Regue-a com atenção e você atingirá a calma.

Por Antony Strano

Obras Básicas da Doutrina Espírita - Pentateuco Espírita

O Livro dos Espíritos - Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec. O Livro dos Médiuns - Contendo os ensinamentos dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Em continuação de "O Livro dos Espíritos" por Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo - Com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida por Allan Kardec. Fé inabalável só é a que pode encarar a razão, em todas as épocas da Humanidade. Fé raciocinada é o caminho para se entender e vivenciar o Cristo. O Céu e o Inferno - Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte por Allan Kardec. "Por mim mesmo juro - disse o Senhor Deus - que não quero a morte do ímpio, senão que ele se converta, que deixe o mau caminho e que viva". (EZEQUIEL, 33:11). A Gênese - Os milagres e a predições segundo o Espiritismo por Allan Kardec. Na Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente.
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