A Umbanda não é responsável pelos absurdos praticados em seu nome, assim como Jesus Cristo não é responsável pelos absurdos que foram e que são praticados em Seu nome e em nome de seu Evangelho. Caboclo Índio Tupinambá.
Curimba é o nome que damos para o grupo responsável pelos toques e cantos sagrados dentro de um terreiro de Umbanda. São eles que percutem os atabaques (instrumentos sagrados de percussão), assim como conhecem cantos para as muitas “partes” de todo o ritual umbandista. Esses pontos cantados, junto dos toques de atabaque, são de suma importância no decorrer da gira e por isso devem ser bem fundamentados, esclarecidos e entendidos por todos nós.
Muitas são as funções que os pontos cantados têm. Primeiramente uma função ritualística, onde os pontos “marcam” todas as partes do ritual da casa. Assim temos pontos para a defumação, abertura das giras, bater cabeça, etc.
Temos também a função de ajudar na concentração dos médiuns. Os toques assim como os cantos envolvem a mente do médium, não a deixando desviar – se do propósito do trabalho espiritual. Além disso, a batida do atabaque induz o cérebro a emitir ondas cerebrais diferentes do padrão comum, facilitando o transe mediúnico.
Esse processo também é muito utilizado nas culturas xamânicas do mundo afora.
Entrando na parte espiritual, os cantos, quando vibrados de coração, atuam diretamente nos chacras superiores, notavelmente o cardíaco, laríngeo e frontal, ativando – os naturalmente e melhorando a sintonia com a espiritualidade superior, assim como, os toques dos atabaques atuam nos chacras inferiores (básico, esplênico e umbilical), criando condições ideais para a prática da mediunidade de incorporação.
As ondas energéticas – sonoras emitidas pela curimba, vão tomando todo o centro de Umbanda e vão dissolvendo formas – pensamento negativas, energias pesadas agregadas nas auras das pessoas, diluindo miasmas, larvas astrais, limpando e criando toda uma atmosfera psíquica com condições ideais para a realização das práticas espirituais. A curimba tranforma – se em um verdadeiro “pólo” irradiador de energia dentro do terreiro, potencializando ainda mais as vibrações dos Orixás.
Os pontos transformam – se em “orações cantadas”, ou melhor, verdadeiras determinações de magia, com um altíssimo poder de realização, pois é um fundamento sagrado e divino. Poderíamos chamar tudo isso de “magia do som” dentro da Umbanda.
A Curimba também é de suma importância para a manutenção da ordem nos trabalhos espirituais, com os seus pontos de “chamada” das linhas, “subida”, “firmeza”, “saudação”, etc. Entendam bem, os guias não são chamados pelos atabaques como muitos dizem. Todos já encontram – se no espaço físico - espiritual do terreiro antes mesmo do começo dos trabalhos. Portanto a curimba não funciona como um “telefone”, mas sim como uma sustentadora da manifestação dos guias. O que realmente invoca os guias e os Orixás são os nossos pensamentos e sentimentos positivos vibrados em vossas direções. Muitas vezes ao cantar expressamos esse sentimentos, mas é o amor aos Orixás a verdadeira invocação de Umbanda.
Falando agora da função de atabaqueiro e curimbeiro, ou simplesmente da função de “ogã” como popularmente as pessoas chamam na Umbanda, enfatizamos a importância deles serem bem preparados para exercerem tal função. Infelizmente ainda hoje a mentalidade de que o ogã é “qualquer um que não incorpore” persiste. Mas afirmamos, o ogã como peça fundamental dentro do ritual é também um médium intuitivo que tem como função comandar todo o “setor” da curimba. Por isso faz - se necessário que seja escolhido uma pessoa séria, estudada, conhecedora dos fundamentos da religião.
Além disso, o ideal é que o “neófito” que busca ser um novo ogã procure uma escola de curimba, onde aprenderá os fundamentos, os toques de nação e “como”, “o quê” e “quando” cantar.
Mulheres também podem ser atabaqueiras e curimbeiras, SIM! O "cargo" de ogã vem do candomblé e apenas é dado a pessoas do sexo masculino. A mulher no Candomblé não toca atabaque, por alguns dogmas da religião, principalmente em relação à menstruação. Na Umbanda não importamos dogmas e conceitos do candomblé, mas sim seguimos os nossos, passados diretamente pelos nossos guias e mentores. Nuca vimos um caboclo ou preto – velho proibindo mulher de tocar atabaque, por isso afirmamos, na Umbanda mulher toca e canta sim, e, diga – se de passagem, muitas vezes melhor do que os próprios homens.
Por fim, queremos fazer alguns comentários a cerca da espiritualidade que guia os trabalhos da curimba. Muitas linhas de Umbanda existem no astral e trabalham ativamente nele, apesar de não incorporarem. Existem muitas linhas de caboclos, exus, pomba – giras, etc, que por motivos próprios trabalham nos “bastidores”, sem incorporarem ou tomarem a “linha de frente” dos trabalhos espirituais. Também existe uma corrente de espíritos que auxiliam nos toques e cantos da curimba. São mestres na música de Umbanda, verdadeiros guardiões dos mistérios do “som”. Normalmente apresentam – se com a aparência de homens e mulheres negras, com forte complexão física para os homens, e bela mas igualmente forte para as mulheres. Seus trajes variam muito, indo desde a roupagem mais simples como um “escravo” da época colonial, como até mesmo o terno e o vestido branco.
São espíritos bondosos, muito alegres e divertidos, que com o cantar encantam a muitos no astral. Alguns fazem – se presente auxiliando o toque, outros o canto e outros ainda auxiliam a manutenção da energia e sua dissipação dentro do terreiro. Muitas vezes chega a acontecer uma espécie de “incorporação” desses guias com os ogãs, os inspirando a determinados toques e cantos. Qualquer pessoa com experiência em curimba pode relatar casos aonde um ponto vem na hora que ele é necessário e depois você simplesmente o esquece. Isso acontece sobre inspiração desses mentores.
Algumas vezes também, em festas de Umbanda e dos Orixás, onde muitos se reúnem, percebemos que diversos espíritos chegam portando seus “tambores astrais”, percutindo – os a partir do astral, ajudando na sustentação e na energia das festividades, potencializando ainda mais os toques dos atabaques e as energias movimentadas. Isso é muito comum, por exemplo, nas festividades de Iemanjá, no fim do ano.
Quando os guias, incorporados fazem sua saudação à frente dos atabaques, estão saudando as pessoas que tocam, estão pedindo para que as forças movimentadas pela curimba sejam benéficas a todos, mas estão também, saudando e agradecendo a toda essa corrente de trabalhadores “anônimos” do astral. Estão percebendo como muita coisa foge aos nossos sentidos em uma “simples” e humilde gira de Umbanda?
Sabemos que esse universo da curimba muitas vezes é pouco explicado, e muitos chegam a defender a abolição dos atabaques dos centros de Umbanda. A isso, os próprios guias e mentores de Umbanda respondem, tanto incentivando os toques e trazendo mentores nesse “campo” , como também, abrindo turmas de estudo de Umbanda e desenvolvimento mediúnico, onde percebemos claramente que o "animismo" acontece por despreparo do médium, falta de estudo ou orientação e não pelo uso de atabaques.Colocar a culpa nos atabaques é como “tampar o sol com a peneira”. Afinal, como explicado parágrafos acima, o atabaque quando bem utilizado é ótima ferramenta para o desenvolvimento mediúnico.
Muitos desses toques a respeito da curimba, que aqui estão escritos, foram me passados por um espírito amigo, que me auxilia nos trabalhos de curimba e que apresenta – se com o nome simbólico de “Zé do Couro”.
Esperamos que esse texto possa ter trazido certas explicações à cerca da curimba, desmestificando e explicando alguns aspectos dela.
Ampara-nos, Senhor, Este repouso de amor Em que a paz nos descansa Porto, refúgio, lar, Em que podemos cultivar As bênçãos da esperança.
Perante a caridade por dever, Faze-nos perceber Que nesta casa em que nos aconchegas, A todos nos entregas A bendita oficina Que nos renove a fé na Bondade Divina. De rotina em rotina E surpresa em surpresa, Deixa-nos discernir Que, em contemplando a própria natureza, Da rocha mais hostil ao solo mais fecundo, Tudo é auxílio na lei Se te atende na estrada ao lema de servir.
Tudo é auxílio na lei Do firmamento ao chão. . . Serve o sol, serve o mar sem derramar-se em vão, O tronco não devora os frutos que oferece, A fonte ajuda e passa em sussurros de prece, O vento ampara a flor, a flor perfuma a vida, Faz-se pão e celeiro a semente esquecida. . .
Ajuda-nos, Senhor a repartir o bem Sem traçar condições, sem perguntar a quem. . . Aspiramos a ser contigo, dia a dia, Bálsamo, reconforto, união, alegria, Agasalho do templo e coração da escola, O prato que alimenta e o verbo que consola. . .
Concede-nos o Dom de cooperar contigo, Trabalhar e seguir pelo teu braço amigo. Tanto à luz do porvir quanto na luz de agora, Faze, por fim, Senhor, Que a nossa casa seja, hora por hora, Um caminho de fé para o Reino do Amor.
Espírito Maria Dolores - Do livro: Encontro de Paz, Médium: Francisco Cândido Xavier.
Mensagem do Mahachohan Saint Germain Canalizada através de Natalie GlassonNovembro/2008
Saudações e bênçãos são enviadas para vocês desde o fundo da minha alma. Um grande sentimento de amor emerge dos planos internos do universo do Criador,que tanto transborda, que é tão graciosamente recebido por oferecer apoio e encorajamento para que vocês possam continuar seus trabalhos de ancorar a consciência de amor na Terra.
Eu anseio que possam também sentir a essência do amor que está crescendo e se materializando em muitos de vocês na Terra, em suas realidades e em seus seres.
Eu preciso alertá-los de que ancorar o amor pode aflorar negatividade.
O amor neste estágio do estímulo energético pode fazer aparecer dúvida,julgamento, em vocês, podendo permitir-lhes que vejam com clareza as situações de suas vidas que não lhes são confortáveis ou alegres.
Isto é assim para que possam promover mudanças, agora. A energia amorosa lhes está mostrando a direção em frente, mostrando aquilo que precisam trabalhar de suas vidas para que se crie a realidade na qual gostariam de viver. Como a energia de amor estimula pensamentos positivos, ao amplificar-se ela também lhes faz aparecer reflexões negativas de julgamento.
Por essa razão,e para ajudar uma grande cura entre a humanidade, o Templo da Misericórdia foi construído. Ele é um lugar de santidade que eu estimulo todos a visitarem e, pelo mais importante, pedirem pela cura e pela limpeza neste período de crescimento.
Cura e limpeza são sempre essenciais e muitíssimo necessárias nos tempos atuais para haver encorajamento e fazer caminho para o ancoramento da nova era de amor na Terra.
Como eu observo dos planos internos muitos dos meus estudantes, estou ciente que alguns estão tendo dificuldade em compreender como visitar o Templo da Misericórdia, ou que estão em dúvida se estão fazendo corretamente.
Na minha comunicação de hoje, eu vou tentar resolver qualquer confusão a respeito e vou tentar ajudar a todos fazendo uma conexão com o Templo da Misericórdia, que é o novo ashram construído pelos Mestres Ascensos em Mount Shasta, supervisionado pelo Logos Planetário, Senhor Buddha. Este ashram é formado pela luz, vibrações e intenção dos Mestres Ascensos.
Para acessar essa energia é preciso que vocês usem a intenção e os seus pensamentos para terem certeza de que a conexão tenha acontecido.
Experienciar essa luz do Templo, mesmo permanecendo na Terra ou sendo transportado ao Templo durante a meditação, é importante e algumas vezes é tudo o que é preciso. Cada dia, ou quantas vezes ao dia vocês desejarem, peçam à sua alma, ao seu corpo físico e à sua realidade, para que sejam alinhados, sintonizados, como Templo da Misericórdia e para que os raios de elevada vibração de cura se ancorem em seus seres, que se elevem e dissolvam qualquer tipo ou naturezade negatividade: "Eu peço à minha alma, ao meu corpo físico e à minha realidade que se alinhem ao Templo da Misericórdia. Por favor, que a luz, altas vibrações e raios de cura se ancorem em meu ser. Que aconteça a dissolução de toda negatividade e que o amor desabroche de todos os aspectos do meu ser. Que eu possa experienciar os raios da cura do Templo da Misericórdia, agora!"
Se quiserem, podem usar esta invocação como o começo de uma meditação, o que permitirá experienciarem as energias do Templo. Sentem com tranqüilidade e relaxem seu corpo, ou fiquem deitados observando a sua respiração. Se notarem que sua mente está divagando e que não conseguem se concentrar na meditação devido a pensamentos que desviam a sua atenção, então é importante pedir por uma limpeza e cura da sua mente pelas altas vibrações do Templo da Misericórdia. Vocês vão experienciar um vibrante raio amarelo de luz mesclando-se e vertendo para dentro de sua mente, o que vai ajudar a acalmar suas reflexões.
Isto vai depender de alguma prática, mas vocês podem pedir por isso quantas vezes quiserem. Também podem pedir para serem alinhados às energias do Templo, de maestria, de amor, de maior consciência, de aumento das capacidades espirituais, ou de aumento de consciência com sua alma. As energias do Templo são constituídas para ajudá-los com qualquer coisa de que necessitarem agora em suas realidades, para que possam seguir adiante por seus próprios caminhos espirituais. É importante lembrar que qualquer coisa que pedirem para receber será supervisionado pela sua alma. Às vezes, aquilo que entendem ser apropriado para vocês agora, não é o que verdadeiramente precisam. A sua alma possui um amplo quadro da sua vida na Terra e deve ser permitida a guiá-los na conformidade.
Para experienciarem as energias do Templo, vocês não precisam visitar o ashram, mas podem atrair as energias para dentro do seu ser para se beneficiarem delas. Também podem atrair o mentor mais apropriado para ajudá-los no seu desenvolvimento, simplesmente pedindo ao mentor que está tutelando e supervisionando o seu trabalho com o Templo, para que se apresente e que se faça conhecer a vocês. Não importa se demorar algum tempo para adquirir prática, pois isto faz conscientizar aspectos do crescimentodo seu ser que vocês precisam para a maestria.
Cada vez que invocarem as energias do Templo, ou quando ficarem envoltos com essas energias, vocês estão construindo um novo aspecto de sua mestria, que expande a sua consciência e desenvolve a sua verdade interna.
Eu também quero lembrá-los da importância de pedirem para visitar o ashram à noite enquanto o seu corpo dorme. Eu sei que já falei disto antes, mas quero enfatizar o quanto isto é essencial, porque vocês vão completar grande parte do seu desenvolvimento, ao longo de sua vida, nos planos internos durante os seus estados de sono do seu corpo na Terra. Visitar o Templo da Misericórdia à noite em seu estado de sono vai permitir um processo de grande cura, que depois poderá ser integrado e ancorado em seu ser e em sua realidade naTerra. Simplesmente peçam antes de entrarem em sono à noite, para serem transportados ao Templo da Misericórdia para cura e limpeza e que esse processo seja integrado ao seu corpo físico e sistema energético ao retornarem à Terra.
Para aqueles que querem experienciar o Templo da Misericórdia, simplesmente peçam, pois na verdade isto é tudo o que é preciso. Vocês não precisam aplicar nenhuma técnica complicada para conectarem-se com o Templo. Simplesmente peçam com fé, verdade e com uma certeza em seus corações de que vão alcançar esta missão. Primeiramente, invoquem as energias de alta vibração de luz e de amor doTemplo da Misericórdia para que vocês fiquem submergidos dentro delas. Permitam que a luz se ancore no seu ser e sustentem fé em seus corações. Se lhes sobrevier pensamentos indesejados a distrair-lhes, então, envie amor a essas perturbações, sabendo que vocês têm a capacidade de focarem-se na verdade dos seus seres.
Quando sentirem a energia em torno de vocês, peçam por um aspecto do seu ser para ser transportado ao Templo da Misericórdia. Gradualmente, vocês vão ficando conscientes de novas percepções, o Templo pode aparecer para muitos de maneiras diferentes, mas alguns vão experienciar um lugar sagrado de pura brancura e de suave tom azulado, que é brilhante e que se expande. Outros vão experienciar uma câmara que é exclusiva para si próprios. Não bloqueiem a sua imaginação ou as visões que lhes surgirem do ashram. Quaisquer que sejam as imagens, palavras de ensinamentos sábios, ou sensações que vierem a receber, permitam que se revelem, com fé integral em seus corações e almas.
Se vocês também tiverem que encontrar os seus mentores espirituais, então é neste ponto que podem pedir que se apresentem para os conhecerem e receberem suas saudações. Mais uma vez, tenham fé em suas capacidades. Fé e confiança são as chaves para este processo, bem como a prática.
Vocês podem pedir, também, para visitarem a Câmara de Amor, que se encontra dentro do Templo da Misericórdia. A Câmara de Amor consiste de um amplo cristal em ponta que foi programado para corporificar o amor puro e ficar emanando intensivamente esse amor na Câmara.
Vocês podem sentar diante desse Cristal em ponta, absorvendo e ancorando a suave energia do amoroso rosado por completo em seu ser. É parecido com uma chama vaporosa de luz rosada, brilhante e expandida. Permitam-se vivenciar vibrações de puro amor. Meus queridos amigos, eu espero que minhas comunicações com vocês foram benéficas e que ajudaram a clarear qualquer confusão.
“... Olho para direita e vejo: não há
ninguém que cuide de mim. Não existe para mim um refúgio ninguém que se
interesse pela minha vida, eu vos chamo Senhor, vós sois meu refúgio, sois meu
quinhão na terra dos vivos. Atendei o meu clamor...” (Salmo 141, 5-7)
Montpellier, na França, foi no ano de 1295,
cenário e berço do nascimento de um de seus mais ilustres filhos; Roque! O
nobre Fidalgo João e sua esposa Libéria, aguardavam com ansiedade a chegada
dessa criança, era afinal, uma benção desejada.
Roque foi levado a pia Batismal, já nos primeiros
dias de vida; sua mãe Libéria, era mulher virtuosa, mulher de fé e piedosa, que
via naquele frágil bebê, um sinal de amor de Deus.
O pequeno Roque teve uma educação primorosa,
estudou nos melhores colégios e herdou de sua mãe os mais vivos sentimentos de
fé, e vida de oração.
Quando completou vinte anos, foi duramente provado
com a morte repentina de seus pais, vendo-se sozinho e com uma herança
invejável, sentiu em seu coração um forte apelo ao despojamento. Dispos de
todos os seus bens móveis em favor dos mais necessitados e os imóveis foram
entregues aos cuidados de seu tio; Roque em condições de pobre peregrino,
dirigiu-se a Roma.
Quando Roque chegou a Aguapendente, na Toscana, um
terrível epidemia (Peste Negra) se alastrava, e nosso jovem peregrino
ofereceu-se prontamente para tratar dos doentes que lotavam as enfermarias dos
hospitais.
De Aguapendente seguiu para Caesena e Rimini, por
toda parte onde chegava o jovem Roque, via-se desaparecer a terrível epidemia,
como que a fugir do Santo.
Foi em Roma que a caridade de Roque achou um novo
campo de ação, dedicando-se durante 3 anos, ao tratamento dos pobres e
abandonados doentes. Depois voltou aos lugares onde já tinha estado, e seu zêlo
escolhia entre os mais doentes, mais abonados, sempre nutrindo o desejo ardente
de poder oferecer a Deus o sacrifício da vida.
Por vária vezes foi provado pela doença e em todas,
o Senhor conservou-lhe a vida, no que todos reconheceram uma especial proteção
Divina.
Na Itália, Roque conheceu o carisma franciscano e
fez votos na Ordem Terceira, como irmão penitente.
Restabelecidas as forças, Roque seguiu para
Piacenza, onde a Peste dizimava a população. Com uma abnegação, que lhe era
peculiar, dedicou-se ao serviço de enfermeiro no hospital, sendo também
atingido pelo terrível mal. Após um sono profundo, foi acometido duma febre
violenta e atormentado por uma dor fortíssima na perna esquerda, causando-lhe
uma terrivel chaga.
Roque aceitou a doença, como uma Graça Divina, as
dores chegaram, porém, a tal ponto que fizeram chorar e gritar continuamente.
Em pouco tempo, Roque, viu-se abandonado e
desprezado por todos, decidiu em seu coração, não se tornar um peso para
ninguém. Com muito custo arrastou-se até um bosque e lá acomodou-se em uma
cabana abandonada.
Confiando no Senhor e entregando-se a sua Divina
Providência, Roque experimentou o amor de Deus, que todos os dias enviava um
cão para alimentá-lo, trazendo um pão tirado da mesa do Fidalgo Gottardo.
Certa manhã Gottardo, observando as atitudes do
cão, resolveu segui-lo e qual não foi sua surpresa ao encontra-lo na choupana
em companhia de Roque. Assim todos descobriram o paradeiro do Santo.
Gottardo ficou algum tempo em companhia de Roque e
este, sentindo-se restabelecido de sua forças decidiu voltar para sua terra
natal.
A França, por aquele tempo, estava em guerra, e
assim se explica que Roque, lá chegando fosse tomado por espião.
O sofrimento e a dor tinham deixado marcas
significativas em seu rosto, em seu corpo, que até o próprio Tio, que era o
juiz da cidade, não o reconheceu e condenou-o à prisão.
Toda essa humilhação, Roque aceitou sem protesto
algum, e todas as injustiças sofridas, ofereceu por amor a Jesus e pela
conversão dos pecadores.
Por cinco anos permanceu encarcerado sem que
ninguém o reconhecesse foi acometido por uma grave e terminal enfermidade, lá
no cárcere recebeu os Santos Sacramentos.
Confessou sua identidade ao Sacerdote, exalava de
seu corpo um suave perfume de santidade que se espalhou por todo o presídio,
Roque com seus 32 anos, entregou sua santa alma ao Senhor humilde e silenciosamente,
era o ano de 1327.
(O primeiro milagre póstumo que lhe é atribuido
foi a cura do seu carceireiro, que se chamava Justino e era manco de uma perna.
Ao tocar no corpo de Roque, para verificar se estaria morto realemente,
sentindo algo estranho percebeu sua perna milagrosamente curada).
Seu sepultamento, foi marcado por muitas honras e
grandes milagres, agora reconhecido com nobre filho de Montpelier. Tempos mais
tarde seus restos mortais foram transladados para Veneza, onde seus devotos lhe
erigiram um belo templo.
Assegura-se que por intercessão de São Roque,
muitas cidades foram poupadas da peste, entre elas Constança, na ocasião em que
dentro dos muros se lhe reunia o grande concílio, em 1414.
Para alcançar a vida eterna é necessária a prática
da virtude. Em São Roque temos o modelo de homem virtuoso de fato.
Os Santos são setas que nos indicam o caminho que
é Jesus, a verdade de Jesus e a vida que está em Jesus.
Oração
a São Roque
São Roque, que vos dedicastes com todo o amor aos doentes contagiados pela
peste, embora também a tenhais contraído, daí-nos paciência no sofrimento e na
dor.
São Roque, protegei não só a mim, mas
também aos meus irmãos e irmãs, livrando-nos das doenças infecciosas.
Enquanto eu estiver em condições de me
dedicar aos meus irmãos, proponho-me ajuda-los em suas reais necessidades,
aliviando um pouco o seu sofrimento.
São Roque, abençoai os médicos,
fortalecei os enfermeiros e atendentes dos hospitais e defendei a todos da
doenças e do perigos. Amém.
Hoje é Dia do nosso Pai Obaluaê - Evolução
Evoluir
significa crescer, aprimorar, lapidar, transformar, crescer mentalmente, passar
de um estágio a outro, ascender em uma linha de vida de forma contínua e
estável. Significa uma renovação contínua do ser, uma reposição constante de
valores, deixando para trás conhecimentos ultrapassados, hábitos e costumes
inadequados, atitudes e posturas velhas e decadentes. Significa procurar
continuamente o movimento e a estabilidade em nossas vidas. Pai Obaluaê é o
orixá que desperta em cada um de nós a vontade irresistível de seguir adiante,
de alcançar um nível de vida superior, para chegar mais perto de Deus. Ele é o
orixá do bem estar, da busca de melhores dias, de melhores condições de vida,
de sabedoria e de razão. A evolução costuma
ser representada por uma espiral
ascendente de progresso, por onde todos nós caminhamos.
Podemos, por vezes, ficar parados em algum lugar dessa espiral, o que significa
uma perda de tempo precioso. Podemos até escorregar para trás - perda ainda
maior de tempo e trabalho- mas, continuamos sempre. Não há como escapar ao
processo evolutivo. A evolução é uma situação pessoal. Ninguém evolui no lugar
do outro ou pelo outro. E o mais importante é que ninguém evolui de forma
isolada; ninguém evolui sozinho. O próprio universo é um fantástico
entrelaçamento de forças e formas. Todos nós temos em nosso interior um
potencial de incrível poder transformador e, junto da evolução pessoal, devemos
desenvolver ações amorosas e engrandecedoras, apoiadas no sentimento do
verdadeiro perdão. Precisamos eliminar os bloqueios que atrapalham nossa
evolução, dedicando diariamente alguns minutos, para perdoar as pessoas que, de
alguma forma, nos ofenderam, prejudicaram, rejeitaram, odiaram, abandonaram,
traíram, ridicularizaram, humilharam, amedrontaram, iludiram ou causaram
dificuldades. É necessário perdoar, especialmente, aqueles que nos provocaram,
até que perdêssemos a paciência e reagíssemos violentamente, sentindo, depois,
vergonha, remorso e culpa. Sabemos que, por várias vezes, fomos responsáveis
pelas agressões recebidas, pois confiamos em pessoas negativas e permitimos que
elas descarregassem sobre nós o seu mau caráter. Outras vezes, suportamos maus
tratos e humilhações, perdendo tempo e energia na inútil tentativa de conseguir
um bom relacionamento com elas. Devemos, também, pedir perdão a todas as
pessoas a quem, de alguma forma, consciente ou inconscientemente, ofendemos,
injuriamos, prejudicamos ou desagradamos. Só assim poderemos estar livres da
necessidade compulsiva de sofrer e conviver com indivíduos e ambientes
doentios. Vamos, a partir de agora, sob o amparo de nosso pai Obaluaê, iniciar
uma nova etapa de nossas vidas, em companhia de pessoas amigas, sadias e
competentes, compartilhando sentimentos nobres, enquanto trabalhamos pelo progresso
e evolução de todos.
Salve
Pai Obaluaê, orixá do perdão, da cura, das passagens e de todas as transformações!
Obaluaê
é o orixá que atua na evolução dos seres. "Pai Olorum, que tudo cria e
tudo gera, criou as qualidades de estabilidade e evolução. Sem
estabilidade nada se sustenta e sem transmutação tudo fica parado. A
estabilidade proporciona o meio ideal para os seres viverem e na mobilidade são
gerados os recursos para que eles evoluam.
Pai
Obaluaê é a divindade que representa essa qualidade dupla, pois tanto
sustenta cada coisa no seu lugar como conduz cada uma a ele. Ele está no
próprio Universo, na sustentação dos astros e no movimento da mecânica celeste.
Sua irradiação, aceleradora da vida, dos níveis e dos processos genéticos,
desperta nos seres a vontade de seguir em frente e evoluir. Obaluaê é o Pai
que, juntamente com Mãe Nanã, sinaliza as passagens de um estágio de evolução a
outro. Ambos são orixás terra-água; têm magnetismo misto, pois na terra está a
estabilidade e na água a mobilidade. Enquanto Mãe Nanã decanta os espíritos que
irão reencarnar, Pai Obaluaê estabelece o cordão energético que une o espírito
ao corpo (feto) e reduz o corpo plasmático do espírito, até que fique do
tamanho do corpo carnal alojado no útero materno. Pai Obaluaê é o "Senhor
das Passagens" de um plano a outro, de uma dimensão a outra, do espírito
para a carne e vice-versa. É o orixá da cura, do bem-estar e da busca de
melhores condições de vida. Na Umbanda, esse Pai é evocado como senhor das
almas, dos meios aceleradores de sua evolução. Quando um ser natural de Obaluaê
baixa num médium e gira no Templo, todos sentem uma serenidade e um bem estar
imenso, pois ele traz em si a estabilidade, a calmaria e a vontade de avançar,
de ir para mais perto de Deus. Esse Pai rege a linha das almas ou corrente dos
pretos velhos, que traz a natureza medicinal de Obaluaê, orixá curador. Muitos
têm sido curados, após clamarem por sua interseção. Os pretos velhos nos
transmitem paz, confiança, esperança e bem-estar.Os pontos de forças regidos
por Pai Obaluaê, no acima, são os cemitérios ou campos santos, lugares sagrados
para os povos de todas as culturas. São os pontos de transição do espírito,
quando deixa a matéria e passa para o plano espiritual.
Fonte:
Manual Doutrinário, Ritualístico e
Comportamental Umbandista Lurdes de Campos Vieira (Coord.) – Madras Ed.
A festa de Nossa Senhora da Glória é a mesma festa
litúrgica da Assunção de Nossa Senhora, em que a Igreja celebra a glorificação
de Maria coroada como rainha do céu e da terra. Por isso, Nossa Senhora da
Glória é representada com uma coroa na cabeça, um cetro na mão e o Menino Jesus
nos braços.
A devoção a Nossa Senhora da Glória chegou ao
Brasil em 1503, trazida pelos primeiros colonos portugueses que aqui chegaram e
construíram a primeira igreja a ela dedicada em Porto Seguro, na Bahia. Nossa
Senhora da Glória é festejada em 15 de agosto.
Maria aparece pela ultima vez nos escritos do Novo
Testamento no primeiro capítulo nos Atos dos Apóstolos: ela está no meio dos
apóstolos, em oração no cenáculo, aguardando a descida do Espírito Santo. Esta
celebração foi decretada no Oriente no séc. VII com um decreto do imperador
bizantino Maurício. No mesmo século a festa da Dormitio (significa passagem
para outra vida) foi introduzida também em Roma por um papa oriental, Sérgio I.
Mas passou-se um século antes que o termo Dormítio cedesse o lugar àquele mais
explícito de Assunção.
A
definição dogmática, pronunciada por Pio XII em 1950, declarando que Maria não
precisou aguardar como as outras criaturas, o fim dos tempos, para obter a
ressurreição corpória, quiseram pôr em evidência o caráter único da sua
santificação pessoal, pois o pecado nunca ofuscou, nem por um instante, o
brilho de sua alma. A união definitiva, espiritual e corporal do homem com
Cristo glorioso, é a fase final e eterna da redenção. Assim os santos, que já
tem a visão beatífica, estão se certo modo aguardando a plenitude final da
redenção, que em Maria já havia acontecido com a singular graça da preservação
do pecado.
Jesus
e Maria estão realmente associados na dor e no amor para espiarem a culpa dos
nossos progenitores. Maria é, portanto não só a Mãe do Redentor, mas também a
sua cooperadora, a ele intimamente unida na luta e na decisiva vitória. Essa
íntima união requer que também Maria triunfe como Jesus, não somente sobre o
pecado, mas também sobre a morte, os dois inimigos do gênero humano. Como a
redenção de Cristo tem a sua conclusão com a ressurreição do corpo, também a
vitória de Maria sobre o pecado, com a Imaculada Conceição, devia ser completa
com a vitória sobre a morte mediante a glorificação do corpo, com a Assunção,
pois a plenitude da salvação cristã é na participação do corpo na glória
celeste.
·
Sincretismo
da Nossa Senhora da Glória:
Iemanjá
·
Devoção
da Nossa Senhora da Glória:
Ela é gloriosamente recebida no céu, após sua dormição, tornando-se Rainha do
céu e da terra.
·
Data
Comemorativa:
15 de Agosto.
ORAÇÃO
Ó
Virgem Bem aventurada, louvada e querida de todos os Santos, rogai por mim,
pecador, ao vosso precioso Filho.
Estrela
dos Anjos, formosura dos Arcanjos e dos Santos Patriarcas, Santíssima Coroa dos
Mártires e das Virgens, ajudai-me, Senhora, naquela verdadeira hora da minha
morte para que possa ter ingresso minha alma em vossa preciosa morada.
Ó
Bem-aventurada protetora dos Cristãos. Virgem Santíssima, nas vossas mãos,
antes do sono eu entrego extenuado de fadiga, minha alma e que vosso santo
Filho me ampare com sua Santa Glória.
Livrai-me,
Mãe Santíssima, de meus inimigos, que eles tenham olhos e não me vejam.
Livrai-me da morte inesperada para que eu possa
morrer em tua Glória.
Mãe
Misericordiosa tem piedade de nós.
Amém.
Dia de Iemanjá na Umbanda
Vida é existência! Como somos seres espirituais, a vida é uma das vias
de evolução do espírito, que é eterno - imortal. A Mãe da Vida - criativa e
geradora - é a Divindade Iemanjá, criada e gerada pelo Divino Criador, Olorum,
para ser um princípio doador e amparador da vida. Ela atua com intensidade na
geração dos seres, das criaturas e das espécies. As características marcantes
da Divina Mãe Iemanjá são o amor maternal, a criatividade e a geração. Ela
simboliza o amparo, a maternidade que envolve os seres, amparando-os e
encaminhando-os diligentemente, protegendo-os até que tenham seus conscienciais
despertados, estando aptos a se guiar. A criatividade de Mãe Iemanjá torna os
seres, criaturas e espécies capazes de se adaptarem às condições e meios mais
adversos. geração irradia essa qualidade a tudo e a todos, concedendo-lhes a
condição de se fundirem, para se multiplicar e se repetir. Iemanjá é a amada
Mãe da Vida, pois gera vida em si mesma e sustenta o nascimento. Ela é a água
que vivifica os sentimentos e umidifica os seres, tornando-os fecundos na
criatividade (vida). Ela rege o mar, que é um santuário natural, um altar
aberto a todos. Por isso, é chamada "Rainha do Mar", para onde tudo é
levado, para ser purificado e depois devolvido. Água é vida. Somos regidos
pelas águas, pois tanto o nosso corpo como o nosso planeta são constituídos
predominantemente por água. A energia salina das Sete Águas Divinas de Mãe Iemanjá
cura enfermidades do espírito, queima larvas astrais resistentes e irradia
energias purificadoras para o nosso organismo. O mar é alimentador da vida e
irradiador de energias que purificam o planeta e o mantém imantado.Vida é
espiritualidade e espiritualização e, portanto, imortalidade. A carne é apenas
um meio para evoluirmos. A vida é a vivência das virtudes do espírito, na luz.
Iemanjá, nossa Mãe, Rainha do Mar, Senhora da Coroa estrelada, é a Orixá
Maior doadora da vida e dona do ponto de força da natureza, o Mar, santuário
aberto, onde tudo é levado para ser purificado e depois devolvido. Ela foi
gerada na qualidade criativa e geradora do Criador Olorum e é a criatividade e
a geração em si mesma. Iemanjá rege sobre a geração e simboliza a maternidade,
o amparo materno, a mãe propriamente dita. Iemanjá é a água que nos dá a vida,
como uma força divina. O Planeta Terra é na verdade, o planeta água, porque se
constitui de três quartos de água. Quando não há água, não há vida, e sem vida
nada existe. Iemanjá, a Guardiã do Ponto de Força da Natureza, o Mar, é a Orixá
que tem um dos maiores santuários. As pessoas que vivem onde há muita água são
mais emotivas. Quem vive à beira-mar absorve uma irradiação marinha muito
forte. Isso o torna mais saudável, menos suscetível a doenças do que quem vive
distante do mar. A irradiação marinha, assim como a das matas, é purificadora
do nosso organismo. Do mar saem irradiações energéticas salinas que purificam o
planeta e energias magnéticas que imantam o globo terrestre, ou o mantém
imantado. O mar é um santuário, um altar aberto a todos e regido por nossa mãe Iemanjá,
a Rainha do Mar, onde tudo é levado para ser purificado e depois
devolvido. Iemanjá, nossa mãe geradora, a mãe da vida, é em si mesma a
qualidade criativa e geradora de Olorum. Ela não é uma deusa, mas é um
princípio criativo, doador da vida, que gera a criatividade e a irradia de
forma neutra a tudo que vive, dando-lhes a apacidade de se adaptar às condições
e meios mais adversos à vida. Também gera e irradia a qualidade
genésica,concedendo a tudo e a todos a condição de se fundir com coisas ou
seres afins para multiplicar-se e repetir-se.
A energia salina cura enfermidades do espírito, queima larvas astrais
resistentes, irradia energias purificadoras para o nosso organismo. O mar é o
melhor irradiador de energias cristalinas; suas águas são condutores naturais
de energias elementais, que são concretizações puras de energia. O mar é
alimentador da vida. Esta é uma ação permanente. O homem não pode alterá-la e
ela não depende do homem para existir ou atuar. É um princípio divino e, como
tal, age sobre tudo e todos. À beira-mar, sobre o mar e dentro do mar existe um
plano etéreo da vida que é habitado por muito mais seres que na face da terra.
A vida ali, atinge a casa das dezenas de bilhões de seres regidos pelo
“principio” Iemanjá. O ponto de força do mar, e sua Guardiã, não querem ser
vistos apenas como objetos para adoração mística. Querem não ser profanados por
aqueles que trazem todos os vícios humanos em seu íntimo. Essas pessoas maculam
o mar com aquilo que têm de pior. Por isso o mar é tão fechado em seus
mistérios maiores, revelando apenas seus mistérios menores e, assim mesmo,
parcialmente. É uma forma de defesa de seus princípios sagrados. Iemanjá é a
Mãe da vida e como tudo o que existe só existe porque foi gerado, então, ela
está na geração de tudo o que existe. Ela atua na geração dos seres, das
criaturas e das espécies. O amor maternal é uma característica marcante dessa
divindade, mas, se Iemanjá é uma mãe ciumenta dos seus filhos, também é uma mãe
que não perdoa o erro daqueles que vão até seu ponto de força na natureza, os
mares para fazer o mal. Olhem para o mar e começarão a descobrir os mistérios
da Natureza. Descobrindo o seu encanto e magia, irão conhecer o outro lado da
vida. Ao mar, alimentador da vida, se dirigem milhares de espíritos após o
desencarne, à procura de paz. Lá encontram um campo vasto para viver em Paz.
Simbolicamente, Mãe Iemanjá é representada com a estrela do mar, que é a
estrela da geração (vida).
Fonte: Manual Doutrinário, Ritualístico e Comportamental
Umbandista Lurdes de Campos Vieira (Coord.) – Madras Ed.
Oração
‘Doce, meiga e querida Mãe Iemanjá. Vós permitiste
que no seio de vossa morada se formassem as primitivas formas de vida, que
foram o berço de toda a criação, de toda a natureza e de toda a humanidade,
aceitai nossas preces de reconhecimento e amor.
Que os lampejos que emanam de vosso diáfano manto
de estrelas venham, como benéficas vibrações espirituais, aliviar os males,
curar aos doentes, apaziguar os nossos irmãos revoltados, consolar os corações
aflitos. Que as flores e oferendas que depositamos em vosso tapete sagrado,
sejam por vós aceitas e quando entrarmos nas águas para vos ofertá-las sejam as
ondas do mar portadoras de vossos fluídos divinos. Fazei, Senhora Rainha das
Águas, com que a espuma das ondas em sua alvura imaculada traga-nos a presença
de Oxalá, limpe os nossos corações de todas as maldades e malquerenças.
Que os nossos corpos, tocados por vossas águas
sagradas, libertem-se em cada onda que passa, de todos os males materiais e
espirituais.
Que a primeira onda a nos tocar afaste
de nossas mentes todos os eventuais desejos de vingança; que a segunda lave
nossos corações e nosso espírito, para que não nos atinjam as infâmias e
malquerença de nossos desafetos; que a terceira onda afaste a vaidade de nossos
corações; que a quarta lave nosso corpo de todos os males e doenças físicas
para que, sadios, possamos prosseguir; que a quinta onda afaste de nossa mente
a ganância e a cobiça; que a sexta onda venha carregada de flores e que nosso
maior desejo seja o de cultivar o amor fraternal que deve existir entre todos
os homens; e que ao passar a sétima onda, nós , puros e limpos de mente, corpo
e alma, possamos ver, ainda que apenas por alguns segundos, o esplendor de
vossa radiosa imagem. É o que humildemente vos suplicam os filhos de Umbanda.
"Estudo, requer meditação. A meditação leva a conclusões. E as conclusões fazem com que as pessoas modifiquem os seus hábitos e suas atitudes" – Dr. Hermann (Espírito) por Altivo Pamphiro (Médium)
Positivismo
Tal como são nossos pensamentos é nossa consciência: e tal como é nossa consciência, é nossa vida.
Se plantarmos uma semente de pensamento limpo e positivo e nos concentrarmos nele, damos a ele energia, tal como o sol dá energia para uma semente na terra. E tal como a semente na terra acorda, move-se e começa a crescer, os pensamentos nos quais nos concentramos acordam, movem-se e começam a crescer.
Então, vamos semear pensamentos positivos.
A cada manhã, antes de começarmos a jornada de nosso dia, sentemo-nos em silêncio e semeemos a semente da paz.
Paz é harmonia e equilíbrio. Paz é liberdade - liberdade do peso da negatividade e do desperdício. Deixemos que a paz encontre sua morada dentro de nós. A paz é a nossa força original, nossa eterna tranquilidade de ser.]
Permita que seu primeiro pensamento do dia seja de paz. Plante essa semente.
Regue-a com atenção e você atingirá a calma.
Por Antony Strano
Obras Básicas da Doutrina Espírita - Pentateuco Espírita