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sábado, 9 de outubro de 2010

A Umbanda sob a visão da Espiritualidade


Antes de discorrermos sobre a cristandade da Umbanda, daremos algumas explanações preciosas do nosso amado Mestre, o Espírito de Ramatis, sobre a situação atual da nossa Umbanda, bem como as diretrizes da Administração Sideral, a fim de nos conscientizarmos, estudarmos, deixarmos a egolatria e o egocentrismo de lado, arregaçarmos as mangas, e partirmos para uma coesão doutrinária e litúrgica de nossa amada religião:

Como é que os Mentores Espirituais encaram o movimento de Umbanda Observado do Espaço?
Ramatis: Evidentemente, sabeis que não há separatividade nem competição entre os Espíritos benfeitores, responsáveis pela espiritualização da humanidade. As dissensões sectaristas, críticas comuns entre adeptos espiritualistas, discussões estéreis e os conflitos religiosos, são frutos da ignorância, inquietude e instabilidade espiritual dos encarnados. Os Mentores Espirituais não se preocupam com a ascendência do Protestantismo sobre o Catolicismo, do Espiritismo sobre a Umbanda, dos Teosofistas sobre os Espíritas, mas lhes interessa desenvolver nos homens o Amor que salva e o Bem que edifica!
Os primeiros bruxuleios de consciência espiritual liquidam as nossas tolas criticas contra os nossos irmãos de outras seitas. Em primeiro lugar, verificamos que não existe qualquer “equívoco” na criação de Deus e, secundariamente, já não temos absoluta certeza de que cultuamos a “melhor” Verdade! Ademais, todas as coisas são exercidas e conhecidas no tempo certo do grau de maturidade espiritual de cada ser, porque o Espírito de Deus permanece inalterável no seio das criaturas e as oriente sempre para objetivos superiores. As lições que o homem recebe continuamente, acima do seu próprio grau espiritual, significam a “nova posição evolutiva”, que ele depois deverá assumir, quando terminar a sua experiência religiosa em curso.
Obviamente, os Mentores Espirituais consideram o movimento de Umbanda uma seqüência ou aspiração religiosa muitíssimo natural e destinada a atender uma fase da graduação espiritual do homem. A Administração Sideral não pretende impor ao Universo uma religião ou doutrina exclusivista, porém, no esquema divino da vida do Espírito eterno, só existe um objetivo irredutível e definitivo – a Amor!
Em conseqüência, ser católico, espírita, protestante, umbandista, teosofista, muçulmano, budista, israelita, hinduísta, iogue, rosacruciano, krisnamurtiano, esoterista ou ateu, não passa de uma experiência transitória em determinada época do curso ascensional do Espírito eterno! As polemicas, os conflitos religiosos e doutrinários do mundo, não passam de verdadeira estultícia e ilusão, pois só a ignorância do homem pode levá-lo a combater aquilo que ele “já foi” ou que ainda “há de ser”! É tão desairoso para o católico combater o protestante, ou o espírita combater o umbandista, como em sentido inverso, pois os homens devem auxiliar-se mutuamente no próprio culto religioso, embora respeitem-se na preferência alheia, segundo o seu grau de entendimento espiritual.
É desonestidade e cabotinismo condenarmos a preferência alheia, em qualquer tributo espiritual da vida humana! Pelo simples fato de um homem detestar limões, isto não lhe dá o direito de reclamar a destruição de todos os limoeiros, nem mesmo exigir que seja feito o enxerto a seu gosto!
Nota do Autor: Tem uma frase significativa, dita pelo Espírito de Miranês, através do médium João Nunes Maia: “Se uma religião combate o tipo de fé de outra é por não estar seguro da sua”.

E o que vós julgais da Umbanda?

Ramatis: Embora reconheçamos que o vocábulo trinário Umbanda, em sua vibração intrínseca e real, significa a própria “Lei Maior Divina” regendo sob o ritmo septenário o desenvolvimento da Filosofia, Religião e a existência humana pela atividade da Magia em todas as latitudes do Universo, neste modesto capítulo referimo-nos à Umbanda, apenas como doutrina de espiritualismo de “Terreiro”. Sabemos que a palavra Umbanda é síntese vibratória e divina, abrangendo o conjunto de leis que disciplinam o intercâmbio do Espírito e a Forma, em vez de doutrina religiosa ou fetichista. Ela é conhecida desde os Vedas e demais escolas iniciáticas do passado, mas foi olvidada na letargia das línguas mortas e abastardada nos ritos africanos, passando a definir praticas fetichistas e atos de sortilégios. Em certos casos, chegaram a confundi-la com a própria atividade do sacerdote negro!
Sem dúvida, ela deturpou-se na sua divina musicalidade e enfraqueceu a sua intimidade sonora na elevada significação de um “mantram” cósmico! Mas devido à ancestralidade divina existente no Espírito humano, Umbanda será novamente expressa e compreendida na sua elevada significação cósmica, mercê do trabalho perseverante dos próprios umbandistas estudiosos e descondicionados do fetichismo escravizante de seita! No entanto, nós prosseguiremos neste labor mediúnico, examinando Umbanda, somente em sua atual condição de sistema doutrinário mediúnico religioso!


E que dizeis de Umbanda, como “espiritualismo de Terreiro”?
Ramatis: Em face de nosso longo aprendizado no curso redentor da vida humana, almejamos que a doutrina espiritualista de Umbanda alcance os objetivos louváveis traçados pela Administração Sideral.
Indubitavelmente, a Umbanda, ainda não passa de uma aspiração religiosa algo entontecida, mas buscando sinceramente uma forma de elevada representação no mundo. Não apresenta uma unidade doutrinária e ritualística conveniente, porque todo “Terreiro” adora um modo particular de operar e cada chefe ou diretor ainda se preocupa em monopolizar os ensinamentos pelo crivo de convicção ou preferência pessoal. Mas o que parece um mal indesejável é conseqüência natural da própria multiplicidade de formas, labores e concepções que se acumulam prodigamente no alicerce fundamental da Umbanda.
Aqueles que censuram essa instabilidade muito própria da riqueza e variedade de elementos formativos umbandisticos, são maus críticos, que devido à facilidade de colherem frutos sazonados numa laranjeira crescida, não admitem a dificuldade do vizinho ainda no processo da semeadura.

Poderíeis usar de alguma imagem comparativa que nos sugerisse melhor entendimento sobre a situação atual da Umbanda?
Ramatis: A Umbanda é como um grande edifício sem controle de condomínio, onde cada inquilino vive a seu modo e faz o seu entulho! Em conseqüência, o edifício mostra em sua fachada a desorganização que ainda lhe vai por dentro. As mais excêntricas cores decoram as janelas ao gosto pessoal de cada morador; ali existem roupas a secar, enfeites exóticos, folhagens agressivas, bandeiras, cortinas, lixo, caixotes, flores, vasos, gatos, cães, papagaios e gaiolas de pássaros numa desordem ostensiva. Debruçam-se nas janelas criaturas de toda cor, raça, índole, cultura, moral, condição social e situação econômica. Enquanto ainda chega gente nova trazendo novo acervo de costumes, gostos, temperamentos e preocupações, que em breve tentam impor aos demais.
Malgrado a barafunda existente, nem por isso é aconselhável dinamitar o edifício ou embargá-lo, impedindo-o de servir a tanta gente em busca de um abrigo e consolo para viver a sua experiência humana. Evidentemente é bem mais lógico e sensato firmar as diretrizes que possam organizar a vivencia proveitosa de todos os moradores em comum, através de leis e regulamentos formulados pela direção central do edifício e destinados a manter a disciplina, o bom gosto e a harmonia desejável.

Quereis dizer que apesar da confusão atual reinante na Umbanda, ela tende para a sua unidade doutrinária, não é assim?
Ramatis: Apesar dessa aparência doutrinária heterogênea, existe uma estrutura básica e fundamental que sustenta a integridade da Umbanda, assim como um edifício sob a mais fragrante anarquia dos seus moradores, mentem-se indestrutível pela garantia do arcabouço de aço.
Da mesma forma, o edifício da Umbanda, na Terra, continua indeformável em suas “linhas mestras”, bastando que os seus lideres e estudiosos orientem-se através da diversidade de formas exteriores, para em breve identificar essa unidade doutrinária iniciática. Os Terreiros ainda lutam entre si e atacam-se mutuamente, em nome de princípios doutrinários e ritualísticos semelhantes, enquanto sacrificam a autenticidade da Umbanda pela obstinação e pelo capricho da personalidade humana. É tempo dos seus lideres abdicarem do amor-próprio, da egolatria e interesses pessoais, para pesquisarem sinceramente as “linhas mestras” da Umbanda e não as tendências próprias e que então confundem à guiza de princípios doutrinários.

Considerando-se que a Umbanda é de orientação espiritual superior, qual é a preocupação atual dos seus dirigentes, no Espaço?
Ramatis: Os Mentores da Umbanda, no momento, preocupam-se em eliminar as praticas obsoletas, ridículas, dispersivas e até censuráveis, que ainda exercem os umbandistas alheios aos fundamentos e objetivo espiritual da doutrina. Sem dúvida, uns adotam excrescências inúteis e abusivas no rito e características doutrinarias de Umbanda, por ignorância, alguns por ingenuidade e outros até por vaidade ou interesse de impressionar o publico. Inúmeras práticas que, de inicio, serviram para dar o colorido doutrinário, já podem ser abolidas em favor do progresso e da higienização dos “Terreiros”.
Aliás, a Umbanda é um labor espiritual digno e proveitoso, mas também é necessário se proceder à seleção de adeptos e médiuns, afastando os que negociam com a dor alheia e mercadejam com as dificuldades do próximo.
Raros umbandistas percebem o sentido especifico religioso da Umbanda, no sentido de confraternizar as mais diversas raças sob o mesmo padrão de contato espiritual com o mundo oculto. Sem violentar os sentimentos religiosos alheios, os Pretos-Velhos são o “denominador comum” capaz de agasalhar as angustias, suplicas e desventuras dos tipos humanos mais diferentes. São eles os trabalhadores avançados, espécie de bandeirantes desgalhando a mata virgem e abrindo clareiras para o entendimento sensato da vida espiritual, preparando os filhos e os habituando a soletrar a cartilha da humildade para mais breve entenderem a própria mensagem iniciática (e doutrinária) do Espiritismo.
A Umbanda tem fundamento e quando for conhecido todo o seu programa esquematizado no Espaço, os seus próprios críticos verificarão a comprovação do velho aforismo de que “Deus escreveu certo por linhas tortas”.

A Maioria dos espíritas assegura que na Umbanda só baixam Espíritos inferiores, ainda presos às superstições e práticas pagãs. Que dizeis?
Ramatis: Inúmeras vezes temos advertido que a presença de Espíritos inferiores não depende do gênero de trabalho mediúnico, nem do tipo da doutrina espiritualista, mas exclusivamente da conduta, do critério moral dos seus componentes e adeptos.
Juntamente com as falanges de Espíritos primários ou pagãos, também operam na Linha Branca de Umbanda Espíritos de elevada estirpe espiritual, confundidos entre Caboclos, Pretos-Velhos, Índios ou Negros, originários de varias tribos africanas. Porventura, Jesus não prometeu: “Quando dois ou mais reunirem-se em meu nome, ali eu também estarei”.
Ademais, em face da agressividade que atualmente impera no mundo pelo renascimento físico de Espíritos egressos do astral inferior para a carne, os trabalhos mediúnicos de Umbanda ajudam a atenuar a violência dessas entidades que se aglomeram sobre a crosta terráquea, tramando objetivos cruéis, satânicos e vingativos. As equipes de Caboclos, Índios e Pretos experimentados à superfície da Terra, constituem-se na corajosa defensiva em torno dos trabalhos mediúnicos de vários centros espíritas.
Sem duvida, conforme o pensamento dos kardecistas, o ideal seria doutrinar obsessores e esclarecer obsediados sem o uso da violência que, às vezes, adotam as falanges de Umbanda. Em geral, tanto a vitima como os algozes estão imantados pelo mesmo ódio do passado. E então é preciso segregar a entidade demasiadamente perversa, que ultrapassa até o seu direito de desforra, assim como no mundo não se deixa a fera circular livremente entre as criaturas humanas. Tanto aí na Terra como aqui no Espaço, o livre-arbítrio é tolhido, assim que o seu mau uso principia a ferir os direitos alheios.

Quais as deficiências atuais da Umbanda para ela enquadrar-se definitivamente no seu objetivo mediúnico e doutrinário?
Ramatis: Alhures, já explicarmos que a Umbanda ainda ressente-se de uma codificação ou seleção definitiva de seus valores autênticos, dependendo de estudos, pesquisas, debates, teses e simpósios entre os principais mentores, chefes e responsáveis por todos os Terreiros do Brasil. Também seria conveniente definir-se a posição da Umbanda, cada vez mais ocidentalizada pela penetração incessante de brancos, em contraste com os trabalhos tipo “Candomblé”, de culto deliberadamente primitivo e fetichista, fundamentado nas danças histéricas do mediunismo do negro africano.
Há de se fixar regras, cerimônias e métodos de trabalhos impreencindiveis à característica fundamental da Umbanda, como ambiente simpático à livre manifestação dos Pretos e Caboclos, mas dispensando-se tanto quanto possível o uso exagerado de apetrechos inúteis e até ridículos no serviço mediúnico e de  Magia. Justifica-se, também, a padronização das vestimentas dos cavalos e cambonos em sua cor branca, mas visando principalmente a higiene, a simplicidade, em vez da fascinação de paramentos eclesiásticos e que podem culminar na imprudência do luxo e do fausto...
... Finalmente, Umbanda pode ser aspiração ou manifestação religiosa de um estado evolutivo do vosso povo, mas perfeitamente compatível com o atual foro de civilização, sem as excentricidades dos batuques primitivos e da gritaria histérica até de madrugada. Não é prova de fidelidade nem demonstração de Espírito sacrificial, o homem participar de ritos e cantorias prolongadas que perturbam a vivencia comum dos demais seres, pois a Igreja Católica e o Protestantismo também praticam suas liturgias em horas e dias que jamais despertam protestos ou censuras.
Os negros africanos atravessavam a madrugada adentro condicionado aos ritos intermináveis e às danças histéricas, porque eles também dispunham totalmente do dia seguinte para a recuperação física através do sono prolongado. Mas o cidadão atual é um escravo do cronômetro e de mil obrigações diárias, que lhe exigem o repouso adequado para não malograr no sustento da família.
Trechos extraído do livro: Missão do Espiritismo – Psicografado por Hercílio Maes – Editora Freitas Bastos – Pelo Espírito de Ramatis.


AOS IRMÃOS UMBANDISTAS, ESCLARECEMOS
Umbanda – Uma religião cristã e brasileira
Vamos esclarecer a cristandade da Umbanda. Não somos católicos e nem kardecistas, mas aceitamos os Santos consagrados pelos católicos e os Mentores que militam no espiritismo, seus ensinamentos, mensagens e exemplos de vida. 
Marcos perguntou a Jesus: “Mestre; qual é a melhor das religiões para que possamos segui-la? Jesus respondeu: Aceite tudo o que é bom e rejeite tudo o que é mal. Eis a melhor das religiões”. É o que a Umbanda faz.
O umbandista é aquele, pois, que procura seguir os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, já que busca a vivência do seu Evangelho.
Por todo o mundo, existem religiões de matizes cristãs, fundamentadas no Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. A Umbanda é mais uma das escolas cristãs espalhadas pelo mundo. Aceitamos Jesus incondicionalmente e procuramos, assim, nos integrarmos e interiorizarmos Seus ensinamentos em nossas mentes e em nossos corações, pois só assim conseguiremos nos elevar aos páramos da luz. Jesus disse: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém chega ao Pai, senão através de mim” (João 14, 6). A Umbanda não aceita a salvação do homem através do batismo pela água, mas sim pelo batismo da prática da palavra que Jesus nos deixou, o farol mais seguro para seguirmos e assim alcançarmos a felicidade plena.
Aceitamos a Jesus incondicionalmente, não como o único filho de Deus, mas sim, como nosso irmão amado, Mestre em sabedoria, Pai por carinho e Luz de nossas vidas, e Senhor pelo Seu amor. O Filho unigênito de Deus Pai é o Cristo que habitava Jesus.
Jesus para a Umbanda é o médium de Deus e o Mestre supremo, o grande luminar de toda a humanidade, pois veio nos trazer, por amor, a libertação através da palavra, dos ensinamentos e de Seus exemplos. Jesus é o governador do planeta Terra.
Aquele que está diuturnamente nos amparando, abençoando, irradiando amor, fé, perdão, bondade, caridade e paz. Jesus é o articulador da Umbanda para o plano terreno. A Umbanda existe atualmente, pela graça e a benção de Jesus, O Cristo de Deus.
De nada adianta ficarmos somente em oferendas, simpatias, despachos, descargas, passes; carregarmos patuás, guias; efetuarmos banhos de ervas, defumações, charutos; colocarmos uma roupa branca e somente ficarmos nos Terreiros cantando e dançando. Somente o dia que olharmos de fato para Jesus; aceitá-lo incondicionalmente em nossos corações e interiorizarmos Seus ensinamentos, conseguiremos praticar uma religião de verdade, onde todos se beneficiarão e encontrarão a tão procurada paz.
Devemos descer Jesus dos altares, integrá-Lo em nossas vidas, apresentando-O a todos, assim como fazem nossos Guias Espirituais. Vamos vivenciar Seus ensinamentos; vamos aplicá-los em nosso dia a dia, principalmente em nossa vida religiosa. E como fazer isso? Estudando, aceitando, vivenciando e propagando o Seu Santo Evangelho. “De nada adianta andar com Jesus no peito; queremos ver quem tem peito de andar com Jesus”.
O Senhor Caboclo das Sete Encruzilhadas, em 1.908 nos exortou: “Os banhos de ervas, os amacis, as concentrações nos ambientes da Natureza, a par do ensinamento doutrinário contumaz, na base do Evangelho, constituem os principais elementos de preparação do médium. E são severos os testes que levam a considerar o médium apto a cumprir a sua missão mediúnica”.
A Umbanda baseia toda a sua doutrina nos ensinamentos do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, procurando incitar seus adeptos ao estudo e aplicações dos ensinamentos proferidos pelo Cristo de Deus.
A Umbanda, como uma religião eclética, aceita em seus postulados tudo aquilo que já foi ensinado em questão de espiritualidade pelo mundo afora, desde que sejam conceitos firmados nas verdades eternas, com razão e bom senso, pois aceita como realidade, tudo aquilo que é feito por amor e para o bem. Mas, sua fé, seus postulados, suas leis, seus princípios básicos, sua finalidades são cristãs, baseados nos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Às vezes, a Umbanda utiliza recursos da magia planetária como uma alavanca para levantar a quem ela procura, mas sua síntese de fé baseia-se, tão somente, na Reforma Íntima tão necessária à evolução humana. A Umbanda, religião sem mistérios, prega que o homem deve conhecer a verdade a fim de se libertar das amarras da matéria. A Umbanda aceita os ensinamentos de Jesus como o caminho para se chegar ao Pai. A Umbanda aceita Jesus como a Luz do mundo. A Umbanda aceita Jesus como o pão da vida. A Umbanda ama ao próximo. A Umbanda é perdão.
Temos a Umbanda como seguidora, sustentadora e aplicadora dos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo, o pilar mestre da nossa religiosidade; respeitamos, mas não aceitamos o cristianismo como é ensinado e praticado por muitos religiosos.
Temos a nossa maneira de entender e praticar os ensinamentos de Jesus. A Umbanda realiza o Divino propósito de ensinar a existência de um Deus único, mas que se irradia através de Suas Emanações (Orixás), para todos e por todos. A Umbanda não dissocia Deus do homem, mas sim, Integra-o, tornando-nos Um com o Pai. A Umbanda prega a verdade da vida, conscientizando-nos de que todos são irmãos perante Deus, e que tudo o que fizermos, estaremos fazendo ao Pai. A verdade é Cristo atuando em nós. 
Se ainda somos escravos das inferioridades conhecidas, e que são a causa das nossas desgraças, das dores, dos sofrimentos, das doenças. Tratemos, hoje mesmo, de por em movimento o trabalho de nossa recuperação através de um treino diário de mentalização para o bem; pela manhã, ao levantar, e à noite, ao deitar.
A realidade evangélica é chamada a fazer luz em nosso entendimento, para que a nossa razão seja despertada para o movimento da magia positiva em nossa consciência. Sem esse desejo veemente não alcançaremos aquela paz que nos falta e de que o Mestre nos falou.
Sigam as orientações dadas pelos Guias Espirituais, transformando suas vidas, pois só assim conseguiremos reatar a amizade com a paz, a saúde, a união, a fraternidade, a fim de entendermos realmente o que seja a verdade da vida.
Para termos noção do que é ser cristão, Emmanuel formulou um programa a ser seguido: UMBANDA E O EVANGELHO.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A Importância da Evangelização na Umbanda

EVANG3

      “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, Eu estarei no meio deles”

A Palavra Evangelho vem do grego: “Euaggélion”, que se traduz por Boa Notícia. Na tradução do vocábulo hebraico Besorah, significa uma noticia de grande alegria. Evangelizar, que corresponde ao verbo bissar, tem na tradução portuguesa a correspondência alvíssara, derivado do árabe. A palavra Evangelho aparece cerca de 68 vezes no Novo Testamento.
“Se algo existe pelo qual possa o homem viver e trabalhar lutar e sofrer satisfeito e feliz, então é o Evangelho da redenção e do amor, que o divino Mestre espargiu pelas terras da Palestina e mandou levar até os confins do universo, sob a vigilância da competente autoridade”.  
Huberto Rohden 


IDE E PREGAI O EVANGELHO A TODA CRIATURA
E disse-lhes: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura”. (Marc. 16:15).
Foi depois da ressurreição, quando Jesus apareceu aos onze e lhes falou pela ultima vez.
Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura: É uma lição e uma ordem que deveria ser repetida milhões de vezes. 
Merece uma analise a ultima instrução do Mestre. Uma analise ampla, de maneira que se estabeleçam paralelos com a ação das religiões e, principalmente, daquela que se julga mandatária...
O Mestre, ditando as Leis para a felicidade do seu povo, do seu rebanho, o fez em nome do Pai, do Criador, de Deus. Vemos que ele não orientou o seu Colegiado a organizar-se em comunidades onde se prestasse culto à idolatria, a rituais, a vestimentas especiais, ou de púrpura e que houvesse um sistema de celibato que serviu para degradar o homem e levá-lo ao pecado; não orientou confissões, nem batismos com água. Não ordenou sacerdotes especiais, nem orientou profissionais para pregar o seu Evangelho.
Olhando os séculos percorridos, deparamos, decepcionados, com o desvirtuamento do: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura”. 
Mas o Evangelho é a semente da nossa redenção. Por isso, se até ontem não nos detivemos para cuidar dessa semente, façamo-lo a partir de hoje; nunca é tarde! Jesus nos espera de braços abertos!
Nas considerações que nos ocorrem, encontramos o Mestre a dirigir-se ao povo, expressando-se de maneira clara, quando afirma em Mateus 24:14 e Marcos 13:10:
“E será pregado este Evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações”.
Jesus diz “este Evangelho” e que não se refere, nunca se referiu, a que fossem pregar O Velho Testamento!... Por que?
Somente os interesses judaicos, católicos e os protestantes poderão responder. Mas que é uma desobediência, não tenham a menor duvida. Por certo, haverá quem seja castigado por tal desobediência. Fariseus, hipócritas, sauduceus e fanáticos fundaram as Sociedades Bíblicas para ofuscar o Evangelho de Jesus e complicar a vida da humanidade toda.
O Velho Testamento existia, serviu para uma época. Vem o DONO da Terra e anuncia O NOVO TESTAMENTO, para substituir o Velho. É que o Velho já havia cumprido sua missão, sua finalidade. Mas, os falsários do tempo de Jesus, reencarnando por vários paises, resolveram guerrear a Obra do Mestre e retardar o progresso do rebanho, que se debate entre a treva e a luz. Porém, mais treva do que luz, por isso vão caindo no fosso.
Paulo, apóstolo, prega o Evangelho e deixa patente sua obrigação na primeira carta aos Corintios, 19:16:
“Se anuncio o Evangelho, não tenho de que me gloriar, pois sobre mim pesa essa obrigação; porque ai de mim se não pregar o Evangelho”.
Seria cansativo se fossemos apontar as passagens do Evangelho em que Jesus, Mestre e Senhor, afirma e reafirma a Sua Doutrina, sem Moisés e sem o Velho Testamento.
E nós repetimos sempre com o mesmo entusiasmo e com o mesmo vigor: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura”.


NOVO TESTAMENTO

 O Novo Testamento veio substituir o velho. O Velho Testamento e o Novo Testamento formam a Bíblia. No Evangelho segundo João, capítulo 1º, versículo 17, temos referencias quanto à Lei do Velho Testamento, com Moisés e ao Novo, com Jesus: - “Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo”.
No Evangelho segundo Lucas, cap. 16, vers. 16, Jesus define ambos os Testamentos e qual devem vigorar, afirmando: - “A lei e os profetas vigoraram até João desde tempo vem o Evangelho do Reino de Deus sendo anunciado e todo homem se esforça por entrar nele”. – O Velho Testamento, pois, está condenado; poderá nos servir, apenas, como livro histórico, para consulta, somente e que deveria figurar, exclusivamente, nas bibliotecas públicas, ou nos museus.
O Novo Testamento, tal como palavra o esclarece: Novo! Que veio substituir o Velho! O Ano Velho sai, entra o Novo! O velho é arquivado. É posto de lado para consulta, nada mais. O Novo é que é o portador das Boas Novas! No Evangelho segundo Lucas, cap. 24, vers. 14, temos outra afirmativa do mestre: “E será pregado este Evangelho do reino por todo o mundo, para testemunho a todas as nações”.
O Novo Testamento é o livro doutrinário, básico, a ele se juntam os livros da Terceira Revelação, mas nunca o Velho Testamento! O grande livro doutrinário, pois, se compõe de: O Evangelho apresentado pelos quatro evangelistas, Mateus, Marcos, Lucas e João, cada qual apresentando a narrativa pessoal do que viram e ouviram e que nos dão um sentido geral da Doutrina de Jesus e sua vivência entre nós, têm, no Sermão do Monte, caps 5, 6 e 7 de Mateus toda a Alma doutrinária do livro do Mestre. Vem depois a Vida e Atos dos apóstolos, a seguir as epistolas (cartas) doutrinarias, de instruções enviadas a vários povos e por fim o Apocalipse, o livro profético e simbólico de João Evangelista.
(Jota Alves de Oliveira)
  

A UMBANDA E O EVANGELHO

Os ensinamentos de Jesus, assim como a Umbanda, são simples e destituídos de fórmulas e símbolos complicados. Ademais, Jesus não exigia dos homens que se tornassem santos ou heróis, sob a influencia de seus ensinamentos.
Ele ensinava a realidade dos céus no meio da vida comum, nas ruas, vielas, campos, lares, sob as árvores, ou a beira de praias. Jesus teve sua convivência por escolha entre o povo aflito e sofredor, sedentos por amor e um pouco de carinho em vez de estar entre eruditos, políticos, ou entre as complicações religiosas do mundo. Seus ensinamentos eram simples, compreendidos por todos, e eram gravados com letras de fogo no coração de cada um. Ensinamentos compreendidos e aceitos pela simplicidade das verdades inesquecíveis como:
“Ama a teu próximo como a ti mesmo”
“Faze aos outros o que queres que te façam”
“Quem se humilha será exaltado”
“Cada um colhe conforme suas obras”
Jamais, outra regra de reforma íntima tão singela e espiritual poderia permear a Umbanda, cuja doutrina é tão simples, desprovida de pompas, lógica e libertadora.
Nenhum outro Mestre que viveu entre nós conseguiu em poucas palavras e em tão pouco tempo expor um código de moral tão elevado (Evangelho) aos humanos.
A Umbanda não pretende isolar-se na interpretação pessoal do Evangelho tão bem esposado e explicado pelo Espiritismo, Alias, não devemos nos esquecer que as explicações contidas no “EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO”, foram dadas por espíritos iluminados; portanto ser espírita é seguir os ensinamentos dos espíritos, o que nós Umbandistas também fazemos.
Só não adotamos o termo “Espírita” para designar nosso movimento religioso, pois os Kardecistas já o fizeram. Somos Umbandistas, mas aceitamos de coração nossos irmãos Espíritas. Adotar a literatura Espírita não quer dizer praticar espiritismo, mas sim nos educarmos nas mensagens edificadoras dos nossos irmãos espirituais que ali militam.
Adotando o “EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO” em nossos Templos, estaremos contribuindo para a libertação das pessoas, e contribuindo para a única maneira de nos espiritualizarmos, que é a “educação”.
Nós Umbandistas, devemos ter como objetivo a redenção dos espíritos através de uma conscientização contínua das verdades eternas contidas no evangelho de Jesus, sem aguardar o milagre da santidade instantânea. O Umbandista deve interessar-se profundamente pelo seu aperfeiçoamento e não eleger e confiar somente nos ensinamentos dos mestres e doutrinadores. Não basta querer ter sua vida resolvida, crer numa vida espiritual eterna se ainda não se converteu às verdades e aos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Evangelizar não se trata apenas de um conjunto de preceitos pregados a outras pessoas, mas sim interiorizados e vividos no íntimo de nossa alma, assim como fez Jesus, pois ele pregava, mas praticava todos os seus ensinamentos. Jesus não estabeleceu nenhum culto, nem pregou nenhum tipo de poder a multidão; não criou castas e nem outorgas sacerdotais; não pregou aprisionamentos de espíritos; não ensinou a retornar nenhum mal que nos fizessem, e muito menos, não nos deu fórmulas mágicas para que pudéssemos nos beneficiar egoisticamente, promovendo facilidades materiais ou espirituais.
Ele nos pregou o amor, o perdão, a redenção pela fé, e foi muito claro quando nos disse:
“Quem quiser salvar-se, pegue de sua cruz e siga-me”
Jesus deu um toque sutil em todas as situações humanas e espirituais, operando o verdadeiro milagre da nossa reforma intima, transformando angustias, fracassos e desesperos em bênçãos para o caminho do céu. Ao invés de menosprezar a vida nos ensinou que ela é um instrumento necessário para o aperfeiçoamento da alma. Transformou dores em bênçãos, choros, sofrimentos e aflições em bem-aventuranças eternas.
Nenhum suspiro, dor, ou lágrima serão perdidos ante o Divino Criador. Existe uma simbiose; uma sintonia moral entre a Umbanda e o Evangelho. Ambos requerem a redenção humana. Ambos valorizam a vida humana, nos ensinando que devemos viver tudo o que Deus nos proporcionou com disciplina, e não ver a vida simplesmente como condição expiatória ou apenas sofredora.
A Umbanda, portanto, é o caminho a ser trilhado pela humanidade, e o Evangelho é a luz que ilumina o caminho, facilitando a nossa vida. Nós, Umbandistas, não devemos aguardar a aproximação do Evangelho, mas sim buscá-lo e vivenciá-lo em toda sua plenitude, como norma a ser seguida, a fim de nos desvencilharmos das ilusões e sofrimentos humanos, encontrando um caminho curto e seguro que nos levara a Deus.
O Evangelho é fonte criadora de homens incomuns em caráter amor e igualdade. Não é egoísta, mas sim altruísta; não se exalta, mas cria humildes. Deixa o ser humano terno e não cruel. Pacífico e não armado. O Evangelho será a pátria dos homens santos. Os gigantes de espiritualidade, vencedores de suas mazelas e paixões.
Todos os problemas do mundo serão solucionados pela leitura e prática do Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, o porto mais seguro da espiritualidade superior.
Nós Umbandistas, devemos usar dos recursos materiais que Deus nos proporcionou, que chamamos de “arsenal” de Umbanda, com disciplina, bom senso e espírito crítico, sempre que necessário ajudar a qualquer irmão, mas desde que esse, naquele momento, não se encontra em condições de ser doutrinado ou transformado. Após o equilíbrio do mesmo devemos proceder a sua evangelização, para que o nosso irmão continue seu caminhado no plano terreno com equilíbrio e não venha cair nas malhas das vissitudes internas e nem dos nossos irmãos das trevas.
Em nossas palestras elucidativas e evangelizadoras devemos nos abster de excessos de melodramas, exposição de conceitos e parábolas através de suspiros, palavras trêmulas e expressões compungidas. Devemos ter uma oratória simples, objetiva, sincera, assim como Jesus fazia, falando com o coração e não preocupado se as pessoas estão te admirando pela rica eloqüência.
Então meus irmãos, mãos a obra, na edificação evangélica do nosso espírito imortal, pois só assim estaremos contribuindo para o nosso aprimoramento e elevação espiritual.
Lembrem-se do iniciador da Umbanda, em 1.908,  o Sr Caboclo das Sete Encruzilhadas, quando nos exortou:
“Que o desenvolvimento do médium fosse com base na Evangelização contumaz”
“De quem sabe aprenderemos e os que nada sabem ensinaremos”


O CULTO CRISTÃO NO LAR

Povoara-se o firmamento de estrelas, dentro da noite prateada de luar, quando o Senhor, instalado provisoriamente em casa de Pedro, tomou os Sagrados Escritos e, como se quisesse imprimir novo rumo à conversação que se fizera improdutiva e menos edificante, falou com bondade:
— Simão, que faz o pescador quando se dirige para o mercado com os frutos de cada dia?
O apóstolo pensou alguns momentos e respondeu, hesitante:
— Mestre, naturalmente, escolhemos os peixes melhores. Ninguém compra os resíduos da pesca.
Jesus sorriu e perguntou, de novo:
— E o oleiro? que faz para atender à tarefa a que se propõe?
— Certamente, Senhor — redargüiu o pescador, intrigado —, modela o barro, imprimindo- lhe a forma que deseja.
O Amigo Celeste, de olhar compassivo e fulgurante, insistiu:
— E como procede o carpinteiro para alcançar o trabalho que pretende?
O interlocutor, muito simples, informou sem vacilar:
— Lavrará a madeira, usará a enxó e o serrote, o martelo e o formão. De outro modo, não aperfeiçoará a peça bruta.
Calou-se Jesus, por alguns instantes, e aduziu:
— Assim, também, é o lar diante do mundo. O berço doméstico é a primeira escola e o primeiro templo da alma. A casa do homem é a legítima exportadora de caracteres para a vida comum. Se o negociante seleciona a mercadoria, se o marceneiro não consegue fazer um barco sem afeiçoar a madeira aos seus propósitos, como esperar uma comunidade segura e tranqüila sem que o lar se aperfeiçoe? A paz do mundo começa sob as telhas a que nos acolhemos. Se não aprendemos a viver em paz, entre quatro paredes, como aguardar a harmonia das nações?
Se nos não habituamos a amar o irmão pais próximo, associado à nossa luta de cada dia, como respeitar o Eterno Pai que nos parece distante?
Jesus relanceou o olhar pela sala modesta, fez pequeno intervalo e continuou:
— Pedro, acendamos aqui, em torno de quantos nos procuram a assistência fraterna, uma claridade nova. A mesa de tua casa é o lar de teu pão. Nela, recebes do Senhor o alimento para cada dia. Por que não instalar, ao redor dela, a sementeira da felicidade e da paz na conversação e no pensamento? O Pai, que nos dá o trigo para o celeiro, através do solo, envia-nos a luz através do Céu. Se a claridade é a expansão dos raios que a constituem, a fartura começa no grão. Em razão disso, o Evangelho não foi iniciado sobre a multidão, mas, sim, no singelo domicílio dos pastores e dos animais.
Simão Pedro fitou no Mestre os olhos humildes e lúcidos e, como não encontrasse palavras adequadas para explicar-se, murmurou, tímido:
— Mestre, seja feito como desejas.
Então Jesus, convidando os familiares do apóstolo à palestra edificante e à meditação elevada, desenrolou os escritos da sabedoria e abriu, na Terra, o primeiro culto cristão no lar.
(Jesus no Lar – Francisco Cândido Xavier – Pelo Espírito Neio Lúcio)
“Sempre que se ora num Lar, prepara-se a melhoria do ambiente doméstico. Cada prece do coração constitui emissão electromagnética de relativo poder. Por isso mesmo, o culto familiar do Evangelho não é tão só um curso de iluminação interior, mas também processo avançado de defesa exterior, pela claridade espiritual que acende à volta. O homem que ora traz consigo inalienável couraça. O Lar que cultiva a prece transforma-se em fortaleza, compreenderam?”  
(Os Mensageiros, Cap. 37 – FEB- l944)


JESUS NO LAR
O Culto do Evangelho no Lar aperfeiçoa o homem.
O homem aperfeiçoado ilumina a família.
A família iluminada melhora a comunidade.
A comunidade melhorada eleva a Nação.
O homem evangelizado adquire compreensão e amor.
A família iluminada conquista entendimento e harmonia.
A comunidade melhorada produz trabalho e fraternidade.
A nação elevada orienta-se no direito, na justiça e no bem.
Espiritismo sem evangelho é fenómeno ou raciocínio.
O Fenómeno deslumbra, o raciocínio indaga.
Descobrir novos campos de luta e pensar em torno deles não expressa tudo.
Imprescindível conhecer o próprio destino.
Não basta, pois, a certeza de que a vida continua infinita, além da morte.
É necessário clarear o caminho.
Do Evangelho no Lar depende o aprimoramento do homem.
Do homem edificado em Jesus Cristo depende a melhoria e a redenção do mundo.
(de Emmanuel – psicografado por Chico Xavier)


quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Anjos Guardiães


Autor: Allan Kardec

Revista Espírita, janeiro de 1859
Comunicação espontânea obtida pelo senhor L.., um dos médiuns da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas.
É uma doutrina que deveria converter os mais incrédulos pelo seu encanto e pela sua doçura: a dos anjos guardiães. Pensar que se tem, junto de si, seres que vos são superiores, que estão sempre aí para vos aconselhar, vos sustentar, para vos ajudar a escalar a áspera montanha do bem, que são amigos mais seguros e mais devotados que as mais íntimas ligações que se possa contrair nesta Terra, não é uma idéia bem consoladora? Esses seres estão aí por ordem de Deus; foi ele quem os colocou junto de nós, e estão aí pelo amor dele, e cumprem, junto de nós, uma bela mas penosa missão. Sim, em qualquer parte que estejais, ele estará convosco: os calabouços, os hospitais, os lugares de deboche, a solidão, nada vos separa desse amigo que não podeis ver, mas do qual vossa alma sente os mais doces impulsos e ouve os sábios conselhos.
Por que não conheceis melhor essa verdade! Quantas vezes ele vos ajudou nos momentos de crise, quantas vezes vos salvou das mãos de maus Espíritos! Mas, no grande dia, esse anjo do bem terá, freqüentemente, a vos dizer: "Não te disse isso? E tu não o fizeste. Não te mostrei o abismo, e tu nele te precipitaste; não te fiz ouvir na consciência a voz da verdade, e não seguiste os conselhos da mentira?" Ah! questionai vossos anjos guardiães; estabelecei, entre ele e vós, essa ternura íntima que reina entre os melhores amigos. Não penseis em não lhes ocultar nada, porque são o olho de Deus, e não podeis enganá-los. Sonhai com o futuro, procurai avançar nesse caminho, vossas provas nele serão mais curtas, vossas existências
mais felizes. Ide! homens de coragem; lançai longe de vós, uma vez por todas, preconceitos e dissimulações; entrai no novo caminho que se abre diante de vós; caminhai, caminhai, tendes guias, segui-os: o objetivo não pode vos faltar, porque esse objetivo é o próprio Deus.
Àqueles que pensam que é impossível a Espíritos verdadeiramente elevados se sujeitarem a uma tarefa tão laboriosa e de todos os instantes, diremos que influenciamos vossas almas estando a vários milhões de léguas de vós: para nós o espaço não é nada, e mesmo vivendo em um outro mundo, nossos espíritos conservam sua ligação com o vosso. Gozamos de qualidades que não podeis compreender, mas estejais seguros que Deus não nos impôs uma tarefa acima de nossas forças, e que não vos abandonou sozinhos na Terra, sem amigos e sem sustentação. Cada anjo guardião tem o seu protegido, sobre o qual ele vela, como um pai vela sobre seu filho; ele é feliz quando o vê seguir o bom caminho, e geme quando seus conselhos são desprezados.
Não temais nos cansar com vossas perguntas; ficai, ao contrário, em relação conosco: sereis mais fortes e mais felizes. São essas comunicações, de cada homem com seu Espírito familiar, que fazem todos os homens médiuns, médium ignorados hoje mas que se manifestarão mais tarde, e que se espalharão como um oceano sem limites para refluir a incredulidade e a ignorância. Homens instruídos, instruí; homens de talento, elevai vossos irmãos. Não sabeis que obra cumpris assim: é a do Cristo, aquela que Deus vos impôs. Por que Deus vos deu a inteligência e a ciência, se não para partilhá-las com vossos irmãos, certamente para avançá-los no caminho da alegria e da felicidade eterna.

São Luís, Santo Agostinho.

Nota. - A doutrina dos anjos guardiães, velando sobre seus protegidos, apesar da distância que separa os mundos, nada tem que deva surpreender; ela é, ao contrário, grande e sublime. Não vedes sobre a Terra, um pai velar sobre seu filho, embora dele esteja distante, ajudar com seus conselhos por correspondência? Que haveria, pois, de espantoso que os Espíritos possam guiar aqueles que tomam sobre sua proteção, de um mundo ao outro, uma vez que, para eles, a distância que separa os mundos é menor que aquela que, na Terra, separa os continentes?

Como surgiu o Livro dos Espíritos?

Vídeo de filme produzido no Brasil que mostra como foi o primeiro contato de Allan Kardec com fenômenos de comunicação com espíritos que mais tarde daria origem ao Livro dos Espíritos.
Um trailer muito interessante, pois mostra em forma de vídeo como foram as primeiras experiências que deram luz à criação da primeira edição do "Livro dos Espíritos"



OBS: Para quem não conhece, nós temos o Livro dos Espíritos disponível para download no nosso blog! Basta acessar a categoria de downloads

Como é a Vida depois da Morte? (Nosso Lar)

Todo mundo gostaria de saber como é a vida depois da morte. Muita gente se lamenta dizendo que se realmente existisse vida depois da morte alguém já teria conseguido alguma forma de voltar e contar como são as coisas lá do outro lado. Nem todo mundo sabe que isso já aconteceu. Não uma, mas várias vezes. Existem vários livros que foram escritos por pessoas que já morreram com a ajuda de pessoas que conseguem se comunicar com os mortos. É o caso do Chico Xavier que escreveu mais de 400 livros ditados por espíritos.
Um dos mais conhecidos e o melhor para quem gostaria de saber como é o outro lado se chama “NOSSO LAR”. O livro NOSSO LAR foi escrito pelo espírito André Luiz através do médium Chico Xavier. Nele você saberá como é o UMBRAL, nome do local de passagem temporária de espíritos que ainda estão muito ligados à matéria, e como é a cidade NOSSO LAR, que é um entre inúmeras cidades de passagem transitórias dos espíritos desencarnados. Os moradores desta cidade tem como principal missão ajudar espíritos que se encontram no Umbral. Funciona também como uma cidade para tratamento, estudo e aperfeiçoamento de espíritos que irão reencarnar.
Você pode baixar o livro NOSSO LAR em formato PDF aqui
NOTA: Para efetivar o download na página de PDF que irá abrir, basta clicar num símbolo de um "disquete" no canto superior esquerdo da tela.
Seria legal nossos leitores conhecerem o livro antes da estréia do filme "Nosso Lar" que acontecerá em Setembro de 2010. O filme conta com efeitos especiais nunca visto antes no cinema brasileiro, com certeza uma grande ferramenta de divulgação e propaganda espírita!
Para assistir o trailer na melhor qualidade, oficial e saber mais sobre o filme clique com total segurança no link abaixo:
http://www.nossolarofilme.com.br/

A Diferença entre Crer e ter Fé



“Se o espírito humano não está sintonizado com o espírito de Deus, ele não tem fé, embora talvez creia. Esse homem pode, em teoria, aceitar que Deus exista e, apesar disso, não ter fé"
O notável professor, filósofo e humanista brasileiro, Huberto Rohden, em um de seus oportunos comentários inseridos no livro “A Mensagem Viva do Cristo”, obra que compreende a tradução feita por ele mesmo dos quatro evangelhos, diretamente do grego do primeiro século, convida-nos a refletir sobre a significativa distinção entre crer e ter fé. Para ele, a não compreensão dessa questão tem deturpado a teologia e trazido enorme prejuízo à mensagem do Cristo ao longo desses 2000 anos. Escreve ele: “Desde os primeiros séculos do Cristianismo, quando o texto grego do Evangelho foi traduzido para o latim, principiou a funesta identificação de crer com ter fé. A palavra grega para fé é pistis, cujo verbo é pisteuein. Infelizmente, o substantivo latino fides, o correspondente a pistis, não tem verbo e assim, os tradutores latinos se viram obrigados a recorrer a um verbo de outro radical para exprimir o grego pisteuein, ter fé. O verbo latino que substituiu o grego pisteuein é credere, que em português deu crer. Nenhuma das cinco línguas neo latinas — português, espanhol, italiano, francês, rumeno — possui verbo derivado do substantivo fides; fé; todas essas línguas são obrigadas a recorrer a um verbo derivado de credere. Ora, a palavra pistis ou fides significa originariamente harmonia, sintonia, consonância. Ter fé é estabelecer ou ter sintonia, harmonia entre o espírito humano e o espírito divino.”
Se o espírito humano não está sintonizado com o espírito de Deus, ele não tem fé, embora talvez creia.
Para o ilustre filósofo, aí está um dos maiores problemas que em muito vem prejudicando a teologia e, para explicar a diferença de significado entre uma coisa e outra, estabelece ele o seguinte paralelo ilustrativo: “Um receptor de rádio só recebe a onde eletrônica emitida pela estação emissora, quando o receptor está sintonizado ou afinado perfeitamente com a freqüência da emissora. Se a emissora, por exemplo, emite uma onda de freqüência 100, o meu receptor só reage a essa onda e recebe-a quando está sintonizado com a freqüência 100. Só neste caso, o meu receptor tem fé, fidelidade, harmonia; fideliza com a emissora”. Dentro desse contexto, “se o espírito humano não está sintonizado com o espírito de Deus, ele não tem fé, embora talvez creia. Esse homem pode, em teoria, aceitar que Deus existe e, apesar disso, não ter fé. Ter fé é estar em sintonia com Deus, tanto pela consciência como também pela vivência, ao passo que um homem sem sintonia com Deus pela consciência e pela vivência, pela mística e pela ética, pode crer vagamente em Deus. Crer é um ato de boa vontade; ter fé é uma atitude de consciência e de vivência”, argumenta o professor Rohden. Salvação não é outra coisa senão a harmonia da consciência e da vivência com Deus Para ele, a conhecida frase “quem crer será salvo, quem não crer será condenado”, é absurda e blasfema no sentido em que ela é geralmente usada pelos teólogos. No entanto, “se lhe dermos o sentido verdadeiro ‘quem tiver fé será salvo’ ela está certa, porque salvação não é outra coisa senão a harmonia da consciência e da vivência com Deus”. Em sua opinião, de sincero buscador, erudito e filósofo espiritualista “a substituição de ter fé por crer há quase 2000 anos, está desgraçando a teologia, deturpando profundamente a mensagem do Cristo”.
Consciência Espírita - 2006 Centro de Estudos Espíritas Paulo Apóstolo.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Revista Espírita




Dia 3 de outubro de 2010, estamos comemorando 206 anos do nascimento de Hippolyte Léon-Denizard Rivail, ou simplesmente, Allan Kardec, codificador das obras básicas do Espiritismo.







A postagem de hoje, vem fomentar os estudos alheios fornecendo links das famosas "Revistas
Espíritas". Periódico mensal, a Revista Espírita - Jornal de Estudos Psicológicos circulou pela
primeira vez em Paris, no dia 12 de janeiro de 1858, e foi publicada sob a responsabilidade direta de Allan Kardec até a sua desencarnação, ocorrida em 31 de março de 1869, passando, a partir de então, a ser administrada pelos seus continuadores até os nossos dias.

Allan Kardec transformou-a numa espécie de tribuna livre, na qual sondava a reação dos homens e a impressão dos Espíritos acerca de determinados assuntos, ainda hipotéticos ou malcompreendidos, enquanto lhes aguardava a confirmação, através do critério da concordância e da universalidade do ensino dos Espíritos.

Inúmeros capítulos dos livros básicos da Codificação, na íntegra ou com pequenas modificações, vieram à luz por meio da Revista Espírita. Através de suas páginas admiráveis desfilam os assuntos mais diversos, desde a fenomenologia mediúnica nos seus variados matizes, até as dissertações da mais pura moral evangélica, a vida no mundo espiritual, a sorte futura reservada aos que praticam e aos que não praticam o bem, a justiça da reencarnação, a bondade e a misericórdia divinas, enfim, os princípios fundamentais em que se assenta o Espiritismo.

Com quase sete mil páginas em sua versão brasileira, esta coleção compõe-se de doze volumes, referentes aos anos de 1858 a 1869, e faz parte das homenagens prestadas pela Federação Espírita Brasileira ao Codificador da Doutrina Espírita, pelo transcurso, em 2004, do Bicentenário de seu Nascimento. Hoje estamos homenageando Allan Kardec com mais essa divulgação!

NOTA: Para fazer download de qualquer uma dessas revistas, basta clicar num ícone de um "disquete" no canto superior esquerdo da janela que abrir! Depois só escolher em qual local do computador deseja salvar.
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Ouça os Pontos da Linha de Esquerda da Umbanda

Luz Crística

"Estudo, requer meditação. A meditação leva a conclusões. E as conclusões fazem com que as pessoas modifiquem os seus hábitos e suas atitudes" – Dr. Hermann (Espírito) por Altivo Pamphiro (Médium)

Positivismo

Tal como são nossos pensamentos é nossa consciência: e tal como é nossa consciência, é nossa vida.

Se plantarmos uma semente de pensamento limpo e positivo e nos concentrarmos nele, damos a ele energia, tal como o sol dá energia para uma semente na terra. E tal como a semente na terra acorda, move-se e começa a crescer, os pensamentos nos quais nos concentramos acordam, movem-se e começam a crescer.

Então, vamos semear pensamentos positivos.

A cada manhã, antes de começarmos a jornada de nosso dia, sentemo-nos em silêncio e semeemos a semente da paz.

Paz é harmonia e equilíbrio. Paz é liberdade - liberdade do peso da negatividade e do desperdício. Deixemos que a paz encontre sua morada dentro de nós. A paz é a nossa força original, nossa eterna tranquilidade de ser.]

Permita que seu primeiro pensamento do dia seja de paz. Plante essa semente.

Regue-a com atenção e você atingirá a calma.

Por Antony Strano

Obras Básicas da Doutrina Espírita - Pentateuco Espírita

O Livro dos Espíritos - Contendo os princípios da Doutrina Espírita sobre a imortalidade da alma, a natureza dos Espíritos e suas relações com os homens, as leis morais, a vida presente, a vida futura e o porvir da humanidade – segundo o ensinamento dos Espíritos superiores, através de diversos médiuns, recebidos e ordenados por Allan Kardec. O Livro dos Médiuns - Contendo os ensinamentos dos Espíritos sobre a teoria de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com o Mundo Invisível, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os escolhos que se podem encontrar na prática do Espiritismo. Em continuação de "O Livro dos Espíritos" por Allan Kardec. O Evangelho segundo o Espiritismo - Com a explicação das máximas morais do Cristo em concordância com o Espiritismo e suas aplicações às diversas circunstâncias da vida por Allan Kardec. Fé inabalável só é a que pode encarar a razão, em todas as épocas da Humanidade. Fé raciocinada é o caminho para se entender e vivenciar o Cristo. O Céu e o Inferno - Exame comparado das doutrinas sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, sobre as penalidades e recompensas futuras, sobre os anjos e demônios, sobre as penas, etc., seguido de numerosos exemplos acerca da situação real da alma durante e depois da morte por Allan Kardec. "Por mim mesmo juro - disse o Senhor Deus - que não quero a morte do ímpio, senão que ele se converta, que deixe o mau caminho e que viva". (EZEQUIEL, 33:11). A Gênese - Os milagres e a predições segundo o Espiritismo por Allan Kardec. Na Doutrina Espírita há resultado do ensino coletivo e concordante dos Espíritos. A Ciência é chamada a constituir a Gênese de acordo com as leis da Natureza. Deus prova a sua grandeza e seu poder pela imutabilidade das suas leis e não pela ab-rogação delas. Para Deus, o passado e o futuro são o presente.
Clique na Imagem e Leia o Livro.